Sorria, moleque: em 20 imagens, o sonho real de Vinicius Junior no provável adeus

Qual o limite de um sonho? A resposta varia de acordo com cada personagem. Nesta segunda-feira, caso a pergunta seja direcionada a Vinicius Junior, as palavras virão acompanhadas de lágrimas no rosto. Mas não de tristeza.

Lágrimas de quem saiu de São Gonçalo, ainda pequeno, para embarcar na grande aventura da vida. E construiu com os pés, no coração e no sangue, o orgulho de ser Flamengo.

Lágrimas do menino que deixou de ser apenas um simples torcedor no meio da multidão e passou a ser o "um" que conquistou mais de 40 milhões.

Ganhou um preço. E alto. Conquistou lugares que antes só imaginava com a cabeça no travesseiro. Pouco mais de um ano - entre a estreia e a virtual despedida - passou em um piscar de olhos.

Aquela que pode ter sido a última entrada no Maracanã antes da ida definitiva a Madri teve um coro. "Fica, Vinicius". E mexeu. Emocionou um concentrado jogador, mas apaixonado torcedor.

Em campo, a sintonia com o Maracanã. O moleque com a bola nos pés não balançou a rede, mas incendiou os quase 60 mil presentes. E agradeceu ao ver Diego e Vizeu cravarem um "final feliz".

Ao seu lado, a Nação. Que vibra a cada toque, reconhece cada esforço, cria expectativa a cada jogada. Que quer raça, mas não só raça. Quer drible, alegria. Que simplesmente se vê representada em alguém que nasceu dentro dela - e a ama.

E Vinicius deu a resposta, não só quando encontrou Éverton Ribeiro na área ou testou o goleiro do Paraná, mas no gesto natural e, talvez, mais repetido com a camisa do Flamengo: o sorriso. Dribla sorrindo, lamenta a chance desperdiçada sorrindo... Brinca, como criança, sorrindo.

O apito final não foi o fim de um sonho. Pelo contrário. A caminhada do centro do gramado ao encontro dos torcedores, com direito a invasão de campo e abraço, foi a certeza da realização do maior sonho.

Se não confirmou, ensaiou o adeus. Desfrutou, aos prantos, de cada minuto no palco, segundo o próprio, mais especial da carreira. Não só amou, mas viveu Flamengo.

Então, Vinicius, qual o limite de um sonho? Apenas o próximo passo.
Fonte: Globo Esporte