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Flamengo vota reforma estatutária do “profissionalismo” no Conselho Deliberativo

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A proposta de reforma estatutária do Flamengo, de “profissionalismo”, será votada na noite desta terça-feira pelo Conselho Deliberativo. A medida, idealizada pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, prevê mudanças na estrutura de comando do clube e abre espaço para divergências entre as correntes políticas internas.

Origem e centralização do poder

A reforma tem como objetivo diminuir a burocracia e aumentar a agilidade nas decisões do clube. Dentro desse desenho, a ideia central é concentrar ainda mais o poder na figura do presidente, com Baptista mantendo uma alçada específica: ele conserva poder de veto sobre decisões relacionadas ao departamento de futebol.

O texto também prevê a descontinuação das vice-presidências específicas, alterando a distribuição de funções e funções de gestão no estatuto.

Conselho Gestor e papel estratégico

Um dos pontos centrais da proposta é a criação de um Conselho Gestor. O órgão seria composto pelo presidente, vice-presidente, um Procurador-Geral e de nove a 12 membros nomeados pelo presidente.

O Conselho Gestor teria a função descrita como “função estratégica, coordenadora e supervisora”. Além disso, o colegiado teria acesso a informações internas sobre orçamento, contratos e desempenho dos executivos, o que pode influenciar diretamente o acompanhamento e a supervisão da gestão.

Diretor-geral sob deliberação do Conselho Gestor

A reforma também estabelece que o diretor-geral será contratado, bonificado e demitido pelo presidente, com deliberação do Conselho Gestor. Esse arranjo mantém o presidente como responsável pelos atos de contratação e desligamento, mas inclui o colegiado no processo decisório.

Divergência no Conselho Deliberativo

A proposta é alvo de posições opostas no Conselho Deliberativo. Um conselheiro defende a rejeição da medida com a seguinte avaliação:

“A medida centralizará ainda mais o poder nas mãos de Bap, e por isso precisa ser rejeitada.”

Em sentido contrário, outro conselheiro sustenta que a mudança faz parte de uma reorganização necessária:

“A proposta é natural e necessária para estruturar diversos setores.”

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