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Dome elogia primeiros 35 minutos do Flamengo e agradece dedicação dos jogadores no Equador: "Não é fácil"

Valeu pelos três pontos. Valeu pela entrada em meio a tantos problemas. Valeu para encaminhar a classificação para as oitavas de final da Libertadores. O Flamengo que venceu o Barcelona de Guayaquil por 2 a 1, nesta terça, no estádio Monumental, sofreu no segundo tempo, voltou a oscilar muito, mas os casos de Covid e a série de problemas fizeram com que Domènec Torrent valorizasse mais a vitória e a dedicação do que a performance em si.

Domènec Torrent em entrevista coletiva em Guayaquil — Foto: Reprodução
1 de 2 Domènec Torrent em entrevista coletiva em Guayaquil — Foto: Reprodução

Domènec Torrent em entrevista coletiva em Guayaquil — Foto: Reprodução

Com 11 desfalques, o Flamengo jogou no limite e começou a partida de maneira arrasadora. O treinador lamentou a falta de tempo para treinador, exaltou o bom rendimento até o 2 a 0 e agradeceu aos jogadores pela dedicação.

- Quando falo que precisamos treinar... Hoje só treinamos juntos em 10 dias. Amanha quando chegarmos, os jogadores vão fazer recuperação, outros vão treinar. Isso significa que temos que treinar mais tempo.

"Como jogamos os primeiros 35 minutos? Como treinamos ontem. Depois, o cansaço e tudo. Um dia foi o vulcão, outro dia.. Isso não é desculpa, é verdade. Estou muito agradecido pelo esforço que fizeram os jogadores, porque não é fácil"

O Flamengo volta ainda nesta terça-feira para o Rio de Janeiro e já na quarta inicia a preparação para a partida contra o Palmeiras, domingo, em São Paulo. Dome revelou a preocupação com novos casos de Covid e falou sobre os altos e baixos da equipe no segundo tempo.

Jogadores do Flamengo comemoram gol no Equador — Foto: Staff Images / CONMEBOL
2 de 2 Jogadores do Flamengo comemoram gol no Equador — Foto: Staff Images / CONMEBOL

Jogadores do Flamengo comemoram gol no Equador — Foto: Staff Images / CONMEBOL

- Não sei o que vai acontecer amanhã, porque vamos fazer exames amanhã e podem ter mais jogadores positivos. No segundo tempo, jogaram com bolas muito longas por trás dos zagueiros e ganhando as segundas bolas. Tivemos problemas, mas quando fizeram 2 a 1, podíamos fazer mais gols. Isso acontece nos jogos: quando você está um gol acima, tem problemas. Estou agradecido pelo esforço, porque sei que não é fácil. Não só pela derrota muito difícil para nós de 5 a 0, mas era importante ganhar o próximo jogo. Vocês sabem melhor que eu que Libertadores não é só técnica, é também coração. E mostraram isso.

Com nove pontos, o Flamengo é o segundo colocado do Grupo A da Libertadores e terá pela frente o líder Independiente del Valle, quarta-feira, dia 30, no Maracanã. Antes disso, tem o compromisso com o Palmeiras pelo Brasileirão, mas a diretoria enviou ofício para CBF pedindo adiamento da partida.

Confira outros trechos da entrevista coletiva

O time é bem treinado?

- Não estamos 50 dias no Brasil. Não treinamos 50 dias. Você está viajando. Só gente que jogou futebol, que foi técnico, pode compreender isso. Isso não é verdade. Treinamos juntos por 10 dias. Estamos viajando todo o tempo, e amanhã terão que descansar e fazer recuperação. Quando falo, não é o Dome, mas qualquer treinador, porque respeito muito os treinadores. Na quarta rodada já tem sete treinadores fora. Isso é uma loucura. Como avaliar o trabalho de um técnico?

Falta consistência ao time?

- Podemos lembrar de Jurgen Klopp, o que aconteceu no Liverpool. Nos três primeiros anos, não ganhou nada. Mas no primeiro nada renovaram o contrato. Agora têm uma equipe maravilhosa. Preciso que entendam também isso. Um time não é desligar e apagar a luz. Precisa de tempo e de trabalho. Se você quer jogar um pouco diferente como jogamos. Concordo com você, temos que ser consistentes, não jogar 35 minutos. Mas para isso precisamos de treinos, também fisicamente, porque estamos nove dias no Equador, mas se vocês não entenderem isso, não posso explicar. Qualquer técnico brasileiro precisa de tempo, não só o Dome.

Pressão

- Que continuidade? Eu não controlo. Só estou focado em trabalhar muito duro. Se não entendem isso, não entendem nada. Quando um técnico perde uma partida, está fora. Talvez por isso o futebol na Europa seja diferente, os técnicos têm mais tempo. Eu entendo a torcida por perder por 5 a 0. Eu como técnico nunca perdi por 5 a 0. Tenho que estar focado em trabalhar. Hoje jogamos maravilhosamente bem 35 minutos, temos que jogar mais tempo. O que falam lá fora é sempre o mesmo. Tenho que aceitar isso, porque sou técnico do Flamengo, mas lembrem que nenhum clube no Brasil ganha todos os anos. A diferença agora é isso.

Tratamento aos técnicos no Brasil

- Se não querem mudar o que acontece com os técnicos no Brasil, vão ter um problema no futuro. Eu tenho já idade, experiência. O mais importante é estar focado, melhorar o elenco, jogar melhor. Não é suficiente jogar 35 minutos. Eu sei. Mas se vocês não sabem o que aconteceu aqui. Em dois dias não pudemos treinar. Para mim, a pressão não existe. A pressão é para a diretoria. Porque leem na imprensa, assistem à televisão. Eu não posso controlar isso, mas não quero perder nenhum segundo do meu trabalho nisso. Não posso controlar o que acontece fora.

Fonte: Globo Esporte

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