O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou, nesta terça-feira, 16/09/2026, uma proposta de reforma estatutária que institui um modelo de gestão profissional. A votação teve 643 votos a favor (92,39%), 47 contrários (6,75%) e seis abstenções (0,86%).
A proposta foi elaborada por uma Comissão Permanente e apresentada pelo presidente Bap em junho. O estatuto atual, de 1992, é considerado defasado, e a mudança foi defendida como um passo importante para modernizar a gestão do clube e melhorar a transparência nas decisões administrativas.
Separação de funções e COGE
A reforma foi desenhada para separar, na estrutura do Flamengo, governança, supervisão e execução das atividades. Com isso, a administração passa a ficar concentrada em uma diretoria profissional, enquanto a supervisão ganha um órgão específico.
O texto aprovado cria o Conselho Gestor, o COGE, que terá funções de supervisão. O COGE será composto por membros nomeados pelo presidente e, na nova estrutura administrativa, passam a existir duas lideranças principais, o Diretor-Geral e o Diretor de Futebol.
Planejamento orçamentário de três e cinco anos
Outro ponto previsto na reforma é o modelo de planejamento financeiro. O orçamento anual deverá ser elaborado em conjunto com um planejamento de três anos e uma projeção para cinco anos.
A proposta, nesse sentido, busca organizar o clube com horizontes definidos, conectando a gestão do dia a dia a metas e projeções de médio e longo prazo.
SAF não entra no escopo
A reforma estatutária aprovada não prevê a transformação do Flamengo em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O foco permanece no redesenho do modelo de gestão e na supervisão das atividades do clube.
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