A Agência de Fair Play da CBF impôs ao Grêmio uma restrição para registrar novos jogadores, medida que só pode ser aplicada com autorização do órgão. A decisão é apontada como a primeira do tipo na história da Agência de Fair Play e está ligada ao pedido do clube por um plano coletivo de dívidas na CNRD, tratado pelas regras como um evento de insolvência. A Agência de Fair Play também definiu que a restrição passa a valer para todos os clubes que adotarem medidas semelhantes a partir de 30 de abril.
No caso do Grêmio, o gatilho aconteceu quando o clube solicitou o plano coletivo de dívidas na CNRD em 31 de julho. A partir desse enquadramento, o registro de atletas fica condicionado a critérios específicos, com impacto direto na capacidade do clube de atuar no mercado.
Regras para conseguir registrar novos atletas
Para o Grêmio conseguir registrar novos jogadores, a regra estabelece dois requisitos. O primeiro determina que a soma do gasto com contratações seja menor ou igual ao das vendas de atletas. O segundo exige que não haja aumento no gasto com salários de jogadores.
Com isso, o clube precisa manter o equilíbrio entre o que gasta para contratar e o que recebe com vendas, além de não ampliar a folha salarial dentro do período submetido ao Fair Play.
Autorização da ANRESF e reestruturação
Além da restrição do registro, o processo envolve a necessidade de autorização da ANRESF para que o Grêmio possa seguir registrando novos jogadores. A possibilidade considerada no cenário é a negociação de um acordo de reestruturação, que estabeleceria condições a serem cumpridas na gestão das contas do clube por duas temporadas.



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