Autor de gol contra o Deportivo Táchira em 1991, Marquinhos alerta Flamengo sobre pressão da torcida: "Foi difícil"

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Dá para dizer que Marquinhos tinha vocação para jogos de competições sul-americanas em sua passagem pelo Flamengo na década de 1990. Cria do clube, o ex-meia esteve em campo nos dois jogos contra o Deportivo Táchira em 1991, pelas oitavas de final da Libertadores. O time venezuelano é o primeiro adversário rubro-negro nesta edição do torneio. As equipes se enfrentam nesta quinta-feira, às 21h30, em San Cristóbal.

O primeiro jogo de 1991 foi no Estádio Polideportivo de Pueblo Nuevo. O Flamengo venceu por 3 a 2, com três gols de Gaúcho. O Rubro-Negro chegou a abrir 3 a 0.

— Eu lembro da torcida. Não deixaram a gente dormir, fazendo barulho na porta do hotel. O estádio é acanhado, torcida muito próxima. Jogo foi difícil por causa disso, mas a gente sempre esteve no controle. Mais difícil foi essa pressão da torcida. Foi (uma viagem) bastante cansativa. Chegamos lá à noite, praticamente só para dormir, e os torcedores deles estavam na porta do hotel — recordou Marquinhos em entrevista ao ge .

— Apesar de não ser um time que chega na reta final, está acostumado a jogar Libertadores. Não pode vacilar, principalmente lá, mas acredito que o Flamengo tem um time bem melhor e vai vencer. Tem que ter cuidado no início, porque eles sempre fazem aquela pressão. Os 15 primeiros minutos vão ser importantes, é suportar a pressão inicial e jogar o futebol que já vem jogando — alertou ele.

A pressão do Táchira no fim do jogo na Venezuela se repetiu nos primeiros minutos da partida de volta no Maracanã. Mas não durou muito. Gaúcho, Marquinhos, Marcelinho Carioca (duas vezes) e Zinho construíram a goleada por 5 a 0 em casa. O ex-meia marcou o segundo e deu assistência para o último gol do Flamengo na vitória que garantiu a classificação para as quartas de final.

— O jogo começou com eles tendo duas ou três oportunidades. Começaram pressionando a gente, o Gilmar defendeu um chute de fora da área. Depois a gente começou a dominar, mas nós perdemos muitos gols. Quando saiu o primeiro gol, do Gaúcho, abriu a porteira. Eles tiveram que sair mais para o jogo, tivemos mais espaços e fizemos mais quatro gols. O começo não foi fácil, mas depois assumimos o controle — analisou Marquinhos.

Marquinhos, meia do Flamengo na década de 1990 — Foto: Reprodução/Instagram

Revelado pelo Flamengo em 1988, Marquinhos ficou no clube até 1995. Os jogos mais especiais foram por competições internacionais. Nas quartas de final da Libertadores de 1991, o ex-meia esteve na eliminação para o Boca Juniors, da Argentina, que ainda é remoída por jogadores e torcedores. Um lance mal marcado pela arbitragem poderia ter mudado o rumo da temporada.

— A gente jogou muito bem no primeiro jogo aqui, nós perdemos muitas chances para matar o jogo e ir para a Argentina com um resultado mais tranquilo. Pecamos nas finalizações, mas o árbitro também prejudicou muito. Acho que não foi pênalti para eles no Maracanã, e o jogo lá foi muito igual. Claro que tem a pressão normal na Bombonera, mas eu fiz um gol regular que o juiz anulou. Poderíamos ter levado para os pênaltis — lembrou o ex-jogador.

O Flamengo venceu o Boca em casa por 2 a 1, com um gol de Marquinhos, e foi derrotado por 3 a 0 em Buenos Aires. Dois anos depois, o ex-atleta bateu novamente na trave em dia de quase herói de um título sul-americano. Ele marcou três gols - dois na ida e um na volta - na final da Supercopa Libertadores contra o São Paulo. Os dois jogos terminaram empatados por 2 a 2, e o Tricolor foi campeão nos pênaltis.

— Os gols mais importantes que fiz foram em competições sul-americanas. Pena que os resultados não favoreceram a gente, mas foram momentos marcantes com gols e assistências em jogos importantes. Os jogos contra o Boca, fazendo gol no Maracanã e jogando pela primeira na Bombonera, um estádio tradicional. E o jogo contra o São Paulo, para mim o gol no Maracanã foi um dos mais bonitos da minha carreira (vídeo acima) — concluiu Marquinhos.

Em 1993, ele ainda participou de quatro gols do Flamengo na Libertadores. Marcou contra o Inter e o Minervén (Venezuela) e deu duas assistências nos jogos contra o América de Cali (Colômbia).

Marquinhos atuou em 339 partidas pelo Flamengo , marcando 27 gols. Ele chegou ao profissional com apenas 17 anos, entrando no lugar de Luis Antônio. Aos 18, em 1989, já era figura carimbada no elenco, sendo, inclusive, o substituto de Zico em algumas partidas. Um ano mais tarde, o ex-meia do retornou ao time dos juniores para a disputa da Copa São Paulo de Juniores, vencida pelo Flamengo .

Após a conquista inédita, Marquinhos subiu de novo ao time principal, onde se firmou no meio campo rubro-negro. Além da Copinha, foi campeão da Copa do Brasil (1990), Campeonato Carioca (1991), Taça Guanabara (1989, 1995), Taça Rio (1991) e Campeonato Brasileiro (1992). Em 1995, foi para o Palmeiras. Fez boa temporada pelo time alviverde em 1997, mas depois não se firmou nos clubes por onde passou.

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Fonte: Globo Esporte