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Árbitro de Inter x Santos já foi alvo de críticas em MG e em clássico do RJ

Ale Cabral/AGIF

O árbitro de Internacional 2 x 2 Santos, Ricardo Marques Ribeiro, já apitou final de Copa do Brasil e já foi eleito o melhor do Campeonato Brasileiro. Mas o currículo não o poupou de polêmicas recentes no futebol brasileiro – como as do jogo desta segunda-feira (22), válido pela 30ª rodada do Brasileirão.

Em 2009, Ribeiro foi o homem do apito no segundo jogo da decisão da Copa do Brasil daquele ano, quando Inter e Corinthians também empataram por 2 a 2. Como o time paulista havia vencido a ida em casa por 2 a 0, em jogo com arbitragem de Heber Roberto Lopes, ficou com o título.

Em 2014, o árbitro ainda recebeu o prêmio Craque Brasileirão em sua categoria, apontado como o melhor do Campeonato Brasileiro daquele ano. Os assistentes Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse também foram laureados na ocasião.

MG: críticas do Atlético-MG e até processo contra chargista

Só que os últimos anos não têm sido tranquilos com Ricardo Marques Ribeiro. Era ele o juiz de Uberlândia 2 x 2 Cruzeiro, em jogo pela nona rodada do Campeonato Mineiro de 2017. O time do Triângulo Mineiro saiu na frente, mas os cruzeirenses empataram em um pênalti duvidoso sofrido por Ramón Ábila – Rafael Sobis cobrou e empatou. Ábila virou no segundo tempo, mas Caio Dantas empatou no fim.

O Atlético-MG, que enfrentaria o Cruzeiro na rodada seguinte, decidiu intervir. "O Clube Atlético Mineiro encaminhou (...) ofício à Federação Mineira de Futebol solicitando o afastamento do sr. Ricardo Marques Ribeiro do quadro de arbitragens", comunicou o clube em nota oficial.

O Atlético-MG também já tinha demonstrado seu descontentamento com o árbitro em 2009, ano em que ele entrou para o quadro da Fifa. Em fevereiro daquele ano, o então presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, alegava que Ribeiro era funcionário do juiz Wanderley Salgado da Silva, vice-presidente do Conselho Deliberativo do Cruzeiro; por isso, não poderia apitar jogos envolvendo Cruzeiro, Atlético-MG, ou clássicos entre os dois rivais.

"A simples subordinação hierárquica, presente ou passada, impede o árbitro Ricardo Marques Ribeiro de atuar nos torneios dos quais participem o Clube Atlético Mineiro e/ou o Cruzeiro Esporte Clube", afirmou Kalil, em carta endereçada à Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que foi publicada pelo site do próprio Atlético-MG.

Em entrevista à rádio Itatiaia na época, o árbitro afirmou manter uma relação profissional com Wanderley Paiva no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. "O fato de o doutor Wanderley ser vice-presidente do Conselho não tem qualquer relação com a minha atividade enquanto árbitro. Eu sei muito bem separar uma coisa da outra", afirmou. Segundo Ribeiro, a relação entre ambos era profissional, sem interferência do juiz em sua atividade no futebol.

Em 2010, Ricardo Marques Ribeiro apitou Cruzeiro 1 x 3 Ipatinga nas semifinais do Campeonato Mineiro, resultado que colocou o time do Vale do Aço na decisão contra o Atlético-MG. Apesar do placar favorável, os ipatinguenses reclamaram, entre outras coisas, de um gol legal anulado e de dois pênaltis que não foram marcados.

O chargista Duke, dos jornais O Tempo e Super Notícia, então publicou uma charge na qual afirmava que "o juiz assaltou o Tigre", em referência à mascote do Ipatinga. Ribeiro não gostou e entrou com um processo contra o ilustrador e, em janeiro de 2014, foi declarado vencedor em segunda instância pela 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

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No ano seguinte, por decisão própria, Ricardo Marques Ribeiro ficou fora do sorteio que definiria as arbitragens das finais do Campeonato Mineiro. "É uma posição pessoal do Ricardo", explicou na época Giuliano Bozzano, presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Mineira de Futebol.

Polêmicas em clássico no RJ

Foi ele também o árbitro de Flamengo 1 x 1 Vasco da Gama pela sexta rodada do Brasileirão de 2018. O árbitro expulsou dois jogadores de cada lado no segundo tempo (Rhodolfo e Cuellar pelo Flamengo, Breno e Riascos no Vasco), irritando os dois lados.

"O juiz exagerou, acho que ele quis aparecer mais que o jogo, demorou para tomar as atitudes, mas aconteceu, é do jogo. Não teve briga, aí ia ficar mais feio", opinou Éverton Ribeiro. "Não precisava de todo esse rigor, apesar que ambas as equipes se exaltaram um pouco", analisou Yago Pikachu.

Desentendimento em Porto Alegre

A polêmica mais recente envolvendo Ricardo Marques Ribeiro aconteceu nesta segunda-feira, no empate entre Inter e Santos pelo Brasileirão de 2018. Aos 10 min do segundo tempo, o árbitro anulou um gol de Leandro Damião, paralisando o jogo por seis minutos.

Ao fim da partida, Ribeiro chegou a discutir com um dirigente colorado no acesso aos vestiários do Beira-Rio. Na súmula, foi relatado um desentendimento com o gerente executivo do Inter, Rodrigo Caetano.

Nesta terça-feira (23), enquanto embarcava de volta de Porto Alegre, o árbitro foi ofendido por torcedores. Irritado, começou uma discussão no aeroporto, divulgada nas redes sociais.

Fonte: Uol

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