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Zico apoia renovação na Seleção, mas critica a formação de jovens no Brasil

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Zico recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Candido Mendes e, na entrevista ao Jornal O Globo, defendeu a renovação na Seleção Brasileira, mas criticou a falta de valorização e de orientação adequada nas categorias de base. O ídolo do Flamengo também relacionou o desenvolvimento de jogadores ao impacto da presença elevada de estrangeiros nos clubes do país.

Renovação na Seleção e o recado sobre o timing

Zico avaliou que “uma renovação faz bem” e disse que o processo deveria ter sido iniciado desde a derrota para a Alemanha, citando o marco dos “7 a 1”. Ele afirmou: “Não me preocupa, não. Eu acho que uma renovação faz bem. Isso deveria ter acontecido desde aqueles 7 a 1 da Alemanha.”

Carlo Ancelotti aparece no contexto da renovação, apontada como caminho de reestruturação para a Seleção.

Formação de atletas: talentos existem, orientação não acompanha

Ao comentar o cenário do futebol brasileiro, Zico declarou que o país segue produzindo talentos, mas que as bases não recebem o acompanhamento necessário. Para ele, o problema é a condução do jogador ao longo do processo formativo: “Acontece que eles não são valorizados como deveriam, e não são orientados como deveriam.”

Ele também mencionou a importância do estudo na formação, tratando o aprendizado como parte relevante do desenvolvimento no futebol.

Saída precoce e estrangeiros nos clubes

Zico se mostrou preocupado com a saída precoce de jovens jogadores para o futebol europeu. No mesmo tema, ele criticou o modelo de utilização de estrangeiros dentro dos clubes brasileiros, argumentando que isso interfere na Seleção. A crítica veio na frase: “Você não pode chegar a todos os times brasileiros com nove, oito jogadores estrangeiros aqui. Isso afeta a Seleção.”

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