​Depois do jogo-treino do Flamengo diante do Tigres, no Ninho do Urubu, o goleiro Julio Cesar concedeu entrevista coletiva. O ​ídolo rubro-negro faz a sua despedida no sábado (21), diante do América-MG, no Maracanã, às 19h (de Brasília), pela segunda rodada do Brasileiro.


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Embora seja experiente, Julio Cesar revelou que está ansioso para a partida e ainda deixou a entender que pode ser a última entrevista coletiva como jogador.


"De repente essa seja a minha última coletiva. Estou ansioso, mas com uma ideia muito fixa e madura. Foi uma escolha que eu fiz. Em contato com Rodrigo Caetano, ele foi claro que o Flamengo não estava querendo o goleiro e eu liguei para ele para mostrar o meu projeto. Depois desses três meses de treinamento, o Flamengo deu uma ideia de extensão de contrato, mas eu já vinha com uma ideia fixa. Queria agradecer ao presidente e ao vice, Ricardo".


Confira abaixo os demais trechos da entrevista de Julio Cesar:


Sobre encarar o América-MG:


"Primeiramente, a situação de jogar essa partida, deixando claro, não tem a ver com a homenagem, e sim com os meus treinamentos. Se eu tenho essa oportunidade, é porque tenho condições. Tanto é que tive oportunidade de jogar contra o Atletico-GO. E deixar bem claro para o professor e para a crítica que não tem a ver com homenagem. É a segunda rodada do Brasileiro. O Flamengo é maior que o Julio Cesar. A partir do momento que ficou exposto essa decisão, é claro que o jogo se torna mais especial. Deixando bem claro que eu sei da minha responsabilidade. Flamengo sendo campeão brasileiro eu já dei a minha contribuição.


O que falta para o Flamengo engrenar:


"A bola entrar (risos). Acho que é uma tempestade no copo d'água. O Flamengo tem coisas para melhorar? Sim. Mas tem vários fatores. O Flamengo não fez um péssimo jogo. Acredito, sim, que a gente tem que confiar nos jogadores. A gente tem que acreditar no companheiro. Não falta isso. Falta a bola entrar. Infelizmente a bola não entrou. Eu tenho certeza que a gente vai se classificar. Eu lembro uma vez, em 2010, quando ganhei a Champions League, meu time se classificou com 9 pontos. Então, assim, muitos fatores tem que ser ligado".


Sensação que poderia ter jogado mais:


"Não fica. A partir do momento que eu vim para o Flamengo, que não precisava de goleiro, eu sabia que a minha participação seria muito mais fora de campo. Acho que durante esse tempo, eu consegui colaborar muito fora de campo. Acho que foi uma participação bacana. Fico super feliz quando os mais jovens pedem para eu estender o contrato. Isso vale mais que qualquer conquista que eu tive na minha carreira. Isso pra mim é o que mais vale".



Lado negativo de pendurar as chuteiras:


"Não vou mais viver aquele clima de vestiário. Deve ser complicado você de uma hora para outro se desligar. A parte boa é você acompanhar a família. Lado bom e ruim são essas coisas".


Momento de Diego no Flamengo:


"Diego já é um jogador maduro e acostumado. Mas triste porque ele sempre se cobrou muito. Conheço Diego que sempre foi um jogador que se cobrou demais. Eu sei o quanto Diego quer dar para a torcida do Flamengo. É um cara que onde passou foi vencedor. Ele é a referência. Tem dias que as coisas não funcionam, é normal. Ontem, de repente, não fizemos um bom jogo. A partir do momento em que a bola entrar, o Diego vai dar muitas alegrias".


Pretende virar dirigente no Flamengo?


"Eu vou vir como vice-presidente de futebol (risos). Brincando, Ricardo. Eu já falei tantas coisas no passado. Eu aprendi que o ideal é não falar sobre futuro. Eu não posso dizer que dessa água eu não beberei. Dirigente de futebol é um cargo que não penso. Mas se vier o convite, não posso deixar de analisar".


O que se arrepende e o que lembra com orgulho?


"Eu acho que uma coisa que fiz no Flamengo que me arrependo, eu acho que foi fazer aquela jogada contra o Fluminense, que driblei todo mundo. Eu acho que é um arrependimento que tenho. Acabei jogando a torcida contra o time. Depois tive que esclarecer a situação. A situação com Evaristo. A situação com Eurico Miranda. Futebol é isso, eu sei, mas hoje, mais maduro, eu não ria. De positivo, o tri-campeonato, ter ajudado a ficar na elite e ter comprado ar-condicionado para o clube".



Por que não veio antes para o Flamengo?


"Essa pergunta foi boa. Porque alguns acharam que rejeitei o Flamengo. Eu tive a oportunidade de esclarecer que isso nunca aconteceu. O Flamengo nunca me procurou. Isso nunca existiu. Se existisse, isso seria uma situação a ser pensada".


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