O Vasco avalia entrar na Justiça comum para contestar a licitação do Maracanã, cuja gestão está sob responsabilidade de um consórcio formado por Flamengo e Fluminense. O clube intensificou o debate após novas negativas do consórcio para que o Vasco mande jogos no estádio em partidas importantes do calendário.
Na base da contestação, o Vasco sustenta que não houve concorrência considerada justa na licitação e que, mesmo com pedidos feitos para atuar no Maracanã, as solicitações foram negadas repetidamente. Dentro dessa leitura, as recusas estariam ligadas a questões políticas relacionadas ao Flamengo, e não a motivos técnicos.
Recusas para partidas do Vasco no Maracanã
A dificuldade do Vasco em conseguir autorização para jogar no estádio aparece em dois compromissos com datas definidas no calendário. A primeira recusa foi para a partida da Sul-Americana contra o Santa Fé, marcada para 15 de setembro de 2026, que não poderá ser realizada no Maracanã.
A segunda negativa envolve a Copa do Brasil. Para o jogo contra o Palmeiras, previsto para 8 de novembro de 2026, o consórcio também não liberou o Maracanã, mantendo o impasse exatamente em jogos considerados relevantes pelo clube.
Consórcio, contrato e a disputa sobre a participação do Vasco
O consórcio que administra o Maracanã é composto por Flamengo e Fluminense. No entendimento do Vasco, um ponto central do conflito é que o consórcio não formalizou um contrato que garantisse ao clube o direito de mandar jogos no estádio.
O Vasco estima que teria direito a entre quatro e oito partidas por ano no Maracanã, em um acordo que estaria previsto, mas não foi transformado em contrato assinado. Antes disso, o clube já havia elaborado um memorando de entendimento em abril de 2025, prevendo sua participação na administração do Maracanã, porém o consórcio não assinou o contrato.
Mudanças na administração e a entrada de Luis Felipe de Barros
A estrutura do consórcio também passou por mudanças recentes. Luis Felipe de Barros foi nomeado diretor de operações do consórcio, indicado por Flávio Willeman, vice-presidente do Flamengo. O Vasco interpreta essa movimentação como mais um elemento que reforça a ligação entre a administração do estádio e interesses ligados ao Flamengo e ao governo do Rio.
O que diz o consórcio
Fred Nantes, CEO do consórcio, afirmou que as negativas têm justificativa técnica e não tratou a possibilidade de jogo do Vasco como algo já encaminhado. Ele disse: "As negativas que tivemos até o momento foram por questões técnicas."
Nantes também ressaltou a necessidade de um pedido formal do clube antes de qualquer discussão sobre o estádio: "Falar sobre um possível jogo do Vasco aqui é futurologia, porque ainda nem recebemos um pedido do clube."
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