O auditor do TJD Dilson Neves Chagas negou o pedido do Botafogo de levar a final da Taça Guanabara, entre Flamengo e Fluminense, para o Maracanã. Segundo o tribunal, o Alvinegro não apresentou provas de que a realização do clássico no Estádio Nilton Santos seria danosa ao clube. Assim, o clássico está mantido para o Engenhão.
"Estamos apenas seguindo o regulamento. O Maracanã é a primeira opção, mas está claro que não pode receber jogos", explicou o procurador da Ferj, Sandro Trindade.
"A simples realização de uma partida de futebol em praça destinada a tal fim não é dano juridicamente relevante, ou seja, não vislumbro o requisito do periculum in mora na hipótese destes autos. QUESTÕES comerciais não se aplicam ao requerimento do efeito suspensivo ao presente recurso, e devem ser debatidas em outra sede. Desta forma, INDEFIRO O EFEITO SUSPENSIVO REQUERIDO, mantendo in totum a decisão recorrida neste momento e determino as providências de praxe para processamento do presente recurso", afirmou Dilson Neves Chagas no despacho.
Inicialmente a partida estava marcada com torcida única no Engenhão. O Fluminense seria o beneficiado por ter sido sorteado como mandante, mas se recusou a entrar em campo desta maneira. Assim, pediram clássico com portões fechados caso a liminar que exigia torcida única não caísse.
Porém, na tarde desta sexta-feira, Flamengo e Fluminense obtiveram vitória e conseguiram o direito das duas torcidas irem ao Estádio Nilton Santos no domingo. O Botafogo ainda tentou reverter a situação, sem sucesso. O Alvinegro, agora, cumprirá o regulamento.
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