A 6ª rodada do Campeonato Brasileiro foi marcada por muitas polêmicas de arbitragem. Algumas delas na vitória do Flamengo por 3 a 2 para cima do Bahia , no último sábado (13). Na ocasião, os jogadores e torcedores do time baiano deixaram a Fonte Nova reclamando bastante de alguns lances, a ponto do Presidente da Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Wilson Luiz Seneme, esclarecer o que aconteceu em alguns deles.
Em um vídeo divulgado pela entidade, o dirigente começou justificando o "clima desfavorável" na partida, que fez com que o árbitro Paulo César Zanovelli distribuísse cartões em excesso. "Eu acho que os jogadores estavam em um ambiente deixando a temperatura muito alta. E o árbitro não estava conseguindo equilibrar. O cartão serve para que? Educar e baixar a temperatura do jogo. Se eu tenho cinco minutos e 11 cartões, as minhas técnicas de arbitragem não estão surtindo efeito. Tenho que abrir mão de outras. Como me aproximar mais da jogada, chamar os jogadores, falar com os jogadores, apitar mais perto e forte. Uma linguagem corporal que eu convença mais o jogador com a minha presença física. Isso, como são árbitros jovens e desenvolvimento, têm que passar por essas situações de aprendizagem."
O primeiro lance específico citado por Seneme é uma possível expulsão de Vitor Hugo, que cometeu pênalti em Arrascaeta: "Vamos lá, vamos no detalhe da câmera do VAR. Vão avaliar uma possível expulsão por oportunidade clara de gol, e é isso que pede o jogador do Flamengo. E vamos explicar o porquê que não. Ele comenta, o VAR, que tem as duas ações. Tem o braço em cima, agarrando em cima em uma oportunidade de gol, mas tenta chutar a bola. Isso sobrepõe o agarrão, caracteriza a disputa da bola. A gente baixa a sanção e passa a ser um cartão amarelo por essa tentativa, ele tenta jogar a bola. Essa tentativa é o que causa essa jogada deixar de ser um cartão vermelho para ser um amarelo. Poucos sabem disso, incluindo os jogadores, por desconhecimento de regra."
Outra jogada bastante polêmica foi o cartão vermelho recebido por Kanu, após lance com Gabigol. Segundo Seneme, um erro do árbitro, causado por conta da simulação do camisa 10 do Flamengo . "A gente vê no áudio, quem comenta o 'braço vai na cara' e 'já tem cartão amarelo' é o quarto árbitro. Porque no começo do áudio, o árbitro fala 'nada, nada, nada'. Para ajudar, o quarto árbitro lança uma informação ao árbitro. Mas a decisão final é da arbitragem. Nós vemos que o defensor do Bahia joga mesmo o braço e não se deve jogar esse braço de nenhuma maneira. Ele assume o risco. Mas, assim, na nossa análise em detalhes, esse braço que ele joga, não tem força para lesionar o adversário. Ele toca nos braços, na nossa visão, foi um exagero esse amarelo. O Gabigol quando joga e põe a mão na cara, isso é uma simulação. Nós estamos pedindo para que os árbitros não caiam nessa simulação. Uma expulsão mexe muito com o jogo. Se eu não tenho certeza, não ajo da maneira mais rigorosa que tenho que agir. Na nossa visão, é uma jogada que, apesar do jogador jogar o braço, não atinge o rosto do adversário, é desproporcional a queda e, se melhor analisada, seria uma simulação inclusive para o jogador que cai e põe a mão na cara."
O dirigente também admitiu que considera um erro o fato do segundo cartão amarelo não poder ser revisado pelo VAR: "Como é um segundo amarelo, o VAR não pode entrar. O protocolo estabelece que só os vermelhos diretos o VAR pode intervir. Existe um debate na Fifa, e eu acredito que em pouco tempo, o segundo amarelo pode ser revisto pelo VAR", encerrou.
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