O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Wilson Luiz Seneme, mais uma vez analisou os lances polêmicos que marcaram o futebol brasileiro nos últimos dias. E como já havia feito na última semana, voltou a sair em defesa dos árbitros.

Em um vídeo divulgado pela entidade nesta terça-feira (23), o ex-juiz avalia algumas jogadas da rodada de Copa do Brasil , no último meio de semana. E duas delas chamam atenção. Primeiro o pisão de Gabigol em Ganso, no clássico entre Flamengo e Fluminense .

Segundo ele, apesar das muitas reclamações contra a arbitragem de Anderson Daronco, ele acertou na jogada e o camisa 10 do Rubro-Negro não deveria ter sido expulso.

"No começo da jogada, a gente vê que o Gabriel já tenta aliviar, ele levanta os braços porque vê o jogador caído na frente dele. Ele tenta colocar o pé do lado do jogador e não na frente, onde está o jogador. Então quando ele puxa e coloca o pé do lado, coincidentemente a perna do Ganso foi para o mesmo lugar. E aí existe o impacto e existe o pisão", iniciou ele.

"O Gabriel está em movimento. Se ele pudesse parar, a gente avaliaria isso, mas como ele está em movimento, a gente tem que avaliar se ele alivia o peso do corpo para caracterizar uma conduta violenta. Ele pisou sim, mas para mim, os elementos que demonstram essa ação mostram um acidente de trabalho."

Outro lance que gerou bastante polêmica na rodada foi o pênalti marcado em Rony, do Palmeiras , no duelo contra o Fortaleza e que originou no primeiro gol do jogo . Segundo Seneme, Wagner do Nascimento Magalhães acertou na decisão e ainda questionou a transmissão.

"Eu acredito que a decisão do Wagner teria mais respaldo se a gente tivesse um ângulo da transmissão que desse maiores detalhes", iniciou, dizendo que viu imprudência de Caio Alexandre e que o primeiro lance é "contato de jogo": "O tranco do Rony é lateral e proporcional à disputa. O defensor não esperava o contato. Na sequência, o Rony toca à bola e recebe o contato, que tira o seu pé de apoio."

Apesar de concordar com a arbitragem, o agora dirigente também considera que, caso o lance não tivesse sido marcado, também estaria correto.

"Também é possível interpretar isso como uma não infração? Sim, mas na minha visão o árbitro tem total respaldo pelo posicionamento e a comunicação que ele abre para o VAR", encerrou.