Sampaoli cita problema defensivo no Flamengo e diz: "O time tem que jogar melhor"

O Flamengo empatou com o Racing por 1 a 1, na Argentina, pela terceira rodada da fase de grupos. O técnico Jorge Sampaoli falou sobre o resultado e tratou de dar sua explicações para justificar as substituições feitas no segundo tempo: Bruno Henrique, Arrascaeta e Cebolinha foram os escolhidos.

- Penso que Bruno Henrique precisa jogar. É um jogador muito importante na mudança de esquema. Jogamos com extremos e um 9 e precisávamos de jogadores para dar profundidade pelas pontas. Achei que ele era o jogador indicado - comentou em coletiva após o empate.

Sampaoli em entrevista coletiva após Racing x Flamengo — Foto: Fred Gomes
1 de 2 Sampaoli em entrevista coletiva após Racing x Flamengo — Foto: Fred Gomes

Sampaoli em entrevista coletiva após Racing x Flamengo — Foto: Fred Gomes

Com o gol de Oroz, o Flamengo chegou ao 35º sofrido nesta temporada. Ao ser questionado se esse era um dos maiores problemas do Flamengo , Sampaoli reforçou que o trabalho está no início, mas destacou o time como protagonista da partida, mesmo com o empate.

- Estamos aqui há 15 dias, precisamos trabalhar muita coisa. Se não acontecessem os problemas, eu não estaria aqui. Temos que melhorar os processos. O time foi melhor durante a partida, deveria ganhar o jogo. Em uma jogada esporádica, fizeram o gol. Depois, continuamos como protagonistas. Vamos trabalhar para minimizar esses aspectos de contundência defensiva e melhorar o volume de ataque.

- O caminho do progresso, na minha cultura de jogo, é o jogo em si. O time tem que jogar melhor, tem que ter mais volume e tem que atacar melhor. É um processo. Valorizo a intenção da troca do processo. O time em todo o jogo foi protagonista, foi superior ao rival no desenvolvimento. Tem que melhorar a contundência... Tem que melhorar na área própria e na do rival.

Arrascaeta foi uma das três substituições utilizadas pelo Sampaoli, que poderia fazer até cinco no partida. O uruguaio voltou a campo após 45 dias em recuperação da lesão. Sobre o planejamento esperado para o meia, o técnico argentino relembrou também a situação de Bruno Henrique.

- Que volte a jogar minuto a minuto para o time. É um jogador totalmente diferente... que fez muita diferença em um Flamengo campeão. Ele como o Bruno (Henrique) são jogadores que ganharam muitas coisas e necessitam recuperar minutos porque vêm de muito tempo sem jogar. Para mim, é uma alegria que tenha voltado a jogar e que tenha dado possibilidade da equipe tenha volume no ataque.

Gabigol comemora gol em Racing x Flamengo  — Foto: Luis ROBAYO / AFP
2 de 2 Gabigol comemora gol em Racing x Flamengo — Foto: Luis ROBAYO / AFP

Gabigol comemora gol em Racing x Flamengo — Foto: Luis ROBAYO / AFP

Na coletiva de apresentação, Sampaoli falou sobre o diagnóstico da equipe do Flamengo . Hoje, já com duas semanas de trabalho, o técnico vê melhora, mas acredita que a evolução será lenta e gradual.

- O diagnóstico está relacionado a uma equipe que no início da temporada teve um rendimento muito baixo. E que, paulatinamente (progressivamente)... Eu não posso fazer nenhuma coisa que não seja paulatinamente. A melhora é paulatina. A melhora existe. O diagnóstico é claro: uma equipe que se consolida com o domínio e não consegue marcar diferença no resultado através do domínio. É nesse lugar que temos que seguir trabalhando. Valorizo é vir jogar na Argentina, em um campo difícil e, em muitos momentos do jogo, vi um Flamengo jogando no campo do rival - disse, antes de continuar:

- Que encontre o tempo de definição. Para mim, o desafio como treinador é que o time encontre tempo e espaço. Quando controlar o tempo e o espaço pela qualidade dos jogadores que tem, estará muito mais próximo de ganhar. E nisso estamos tentando trabalhar - finalizou.

Outras respostas

Futuro do Flamengo

- O futuro, para mim, é garantir que um time grande do Brasil seja protagonista sempre em qualquer lugar. Hoje fomos e tentamos ser. Em algum momento do segundo tempo, os primeiros vinte minutos, antes do gol do Racing, tivemos um pouco passivos. Isso gerou neutralidade e nós não estamos aqui para sermos neutros. Nós necessitamos ser ativos. E esse é o trabalho para que se faça coisas diferentes é preciso provocá-las.

Convocação na época que era treinador da Argentina

- São decisões de momento. Valorizo melhor do que quando estavam aqui para jogar contra nós, porque são muito bons jogadores que sentem pelo futebol o mesmo que eu sinto. Naquele momento precisava tomar uma decisão e, pela pouca distância que havia entre o Mundial e a equipe que precisava montar, decidi por outros jogadores que tinham mais experiência nesse tipo de eventos.

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Fonte: Globo Esporte