Renato Gaúcho vem pressionado no cargo e pode não continuar à frente do Flamengo na virada do ano

Após a derrota na final na Conmebol Libertadores para o Palmeiras , o técnico do Flamengo , Renato Gaúcho , não garantiu que seguirá no comando da equipe em 2022.

O comandante lembrou que possui contrato só até o final do mês que vem e deixou a decisão sobre sua sequência na mão do presidente da equipe rubro-negra, Rodolfo Landim , e do vice de futebol Marcos Braz .

"Nessas horas, é até difícil de falar, acho que o mais importante de tudo é que nesse tempo todo eu dei o melhor de mim, junto do grupo. Meu contrato acaba no próximo dia 30 e essa pergunta (sobre sequência) deve ser feita para a diretoria. A decisão agora é deles", afirmou.

"Na vida, você vai ganhar ou vai perder. Todos os clubes procuram fazer um investimento e dentro disso, o clube busca os títulos. Esse grupo é vencedor. Infelizmente, nas últimas competições, não conseguimos dar esse presente ao nosso torcedor, um título. Mas tem que dar sequência, porque não só o Flamengo, mas todas as equipes que investem, não vão ganhar tudo", salientou.

Na entrevista, Renato também desabafou contra as críticas que vem recebendo, e que certamente ficarão ainda maiores após o vice continental.

"Nós estamos tristes, o torcedor está triste. Infelizmente, no Brasil, só é bom quem ganha. Se eu tivesse ganhado, teriam perguntado se eu ia renovar o contrato. Como não ganhou, o treinador não é bom, time não é bom", reclamou.

"Eu dei o exemplo de 2008, quando o Fluminense foi vice-campeão, que até então, todo mundo era bom demais, no dia seguinte, era o pior. No Brasil, não vai mudar, só é bom quem ganha, a gente tem que estar vacinado para isso. Eu tenho a esperança que isso melhore, mas é difícil", finalizou.

Veja outros trechos da coletiva

"Nessas horas, é fácil virem as críticas, que são normais, nós estamos acostumados. Mas ninguém vai levar em consideração que o Flamengo nos últimos meses disputava três competições, com muitos jogadores no departamento médico e tinha que vencer, vencer ou vencer. A cobrança estava sendo muito grande, o desgaste, e pagamos um pouco caro. Até porque nós tivemos que deixar alguns jogos do Brasileiro jogando com um time, três dias depois com outro time, tudo para recuperar os jogadores para a final. Conseguimos, mas não conseguimos o título. Mas, como já falei para os jogadores, não faltou luta, entrega, final do ano, mais de 80 partidas, do outro lado uma equipe muito bem treinada pelo Abel. Infelizmente, só um fica com o título. E uma final é definida por detalhes. Não vamos culpar o Andreas, falei para ele no vestiário que só erra quem tá lá dentro. O culpado sou eu"

"O Palmeiras jogou fechado, com uma linha de cinco atrás, teve um contra-ataque muito rápido. Nós tomamos o gol no início, jogamos o jogo praticamente todo no campo do adversário. O que eles mais queriam no início do jogo era achar o gol, eles acharam, se fecharam e jogaram do jeito deles. No futebol, destruir é fácil, construir que é difícil"

"A semana toda, nós treinamos essa jogada do Palmeiras, que é a jogada mais forte deles. O Scarpa pela esquerda não nos surpreende, sabíamos como o Palmeiras ia jogar, infelizmente, eles encontraram esse espaço no início. Com um gol na frente, isso deu uma confiança maior para a equipe deles, se fecharam ainda mais. E no nosso melhor momento da partida, infelizmente, cometemos um erro, tomamos o segundo gol, tentamos o empate, mas não deu"