​por ​Thayuan Leiras


​O desabafo midiático de Ricardo Lomba, que deu início às demissões em série no futebol do Flamengo, foi sucedida por dois dias de silêncio do vice-presidente. O sumiço, no entanto, foi apenas público. Nos bastidores, a Gávea ficou agitada pela pressão política que terminou em barganha por mais espaço nas decisões do carro-chefe do clube.


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Neste sábado (31), o Flamengo fez questão de registrar Lomba junto do presidente Eduardo Bandeira de Mello. Juntos, os dois acompanharam o treino da manhã no Ninho do Urubu. Só que o clima nos últimos dias foi de atrito, e não parceria. Depois das reclamações públicas na noite da derrota para o Botafogo, o VP reuniu-se com o restante da diretoria reiterando as cobranças, e a participação na avalanche que vitimou cinco profissionais do departamento de futebol terminou ali.

Na quarta, Lomba cobrou mudanças no futebol e fez críticas abertas ao elenco


Lomba não esteve no encontro que definiu a saída do diretor executivo Rodrigo Caetano e tampouco foi ao Ninho do Urubu para informar sobre as demissões do gerente Mozer, do técnico Carpegiani, dos auxiliares Jayme e Rodrigo e do preparador físico Marcelo Martelotti. O registro deste sábado marca o retorno do dirigente e aconteceu pelo mesmo motivo que alavancou as mudanças: pressão política.


A quebra de protocolo do vice-presidente, que chegou em outubro de 2017 - além de algumas reclamações direcionadas ao elenco - irritou por ferir a política de discrição que virou regra no futebol do clube. O desejo de mudança foi atendido pela dupla Bandeira de Mello e Fred Luz, o diretor geral do Fla, mas com o desgaste por externar questionamentos que em outros tempos ficaram dentro dos muros da Gávea.


Depois até de sugerir que poderia deixar o cargo se algo não fosse feito, Lomba está de volta pelo meio de campo de outros vice-presidentes, que apararam arestas com o presidente, além do apoio numeroso de diferentes correntes políticas do Flamengo. Dentre elas a SóFla, da qual o VP também faz parte e, curiosamente, é a maior base de apoio de Bandeira de Mello nos cinco anos de mandato. Depois de ser acusado de "marionete" por manter internas algumas questões, Lomba ganha mais espaço no futebol justamente após se apresentar ao público.


Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

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