O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) investiga irregularidades na venda de ingressos por Flamengo e Fluminense para partidas no Maracanã. A apuração pode levar à proibição de atuação dos clubes em estádios da cidade por até seis meses, enquanto o órgão aguarda posicionamento das diretorias e do consórcio responsável pela gestão do estádio.
O caso foi divulgado pelo Jornal O Globo e está sob condução do Gaedest, o Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor do MPRJ. O foco é a comercialização de bilhetes acima da capacidade permitida em setores do Maracanã, com episódios de superlotação em parte dos eventos analisados.
Inquérito mira venda acima da capacidade em 16 jogos
A investigação começou no fim de agosto de 2026. O MPRJ identificou irregularidades em pelo menos 16 jogos, sendo 12 do Flamengo e 5 do Fluminense.
O levantamento aponta que, em setores específicos, a presença registrada ultrapassou o limite estabelecido. Um dos recortes citados no material envolve o setor norte, cuja capacidade permitida é de 21.300 pessoas, com presença de 23.400 em algumas partidas.
O caso também inclui suspeitas relacionadas ao setor oeste superior do Maracanã, que abriga cadeiras cativas. Nesse ponto, há levantamento de indícios de falsidade ideológica e documental.
Ofícios foram enviados e respostas ainda são aguardadas
As diretorias dos clubes, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) e as empresas responsáveis pela venda de ingressos foram oficiadas. Até 11/09/2026, o MPRJ ainda aguardava as manifestações.
O inquérito foi enviado à Promotoria de Justiça de Urbanismo, e o prazo para retorno ao órgão é de até 15 dias a partir da notificação.
Recorte do Flamengo aponta excesso em parte dos jogos
No recorte envolvendo o Flamengo, a apuração indica que o clube vendeu mais ingressos do que a capacidade permitida em setores. O material afirma que a presença excedeu o limite em 50% dos jogos investigados.
A investigação também destaca que o sistema de catracas do Maracanã não bloqueia torcedores quando a capacidade é excedida, como parte do contexto analisado pelo MP.
Fluminense nega acusação e diz que não vende acima da carga
O Fluminense foi acusado de oferecer ingressos além da carga estabelecida. Ainda assim, o material registra que não houve superlotação nas partidas investigadas.
A resposta do clube, citada no dossiê, foi:
“O Fluminense F. C. não comercializa ingressos acima da carga em nenhum setor do Maracanã.”
Ferj se comprometeu a prestar informações ao MP
A Ferj foi oficiada e se comprometeu a prestar as informações solicitadas. A declaração registrada no material é:
“Prestará as informações solicitadas ao Ministério Público dentro do prazo estipulado.”
O consórcio responsável pela administração do Maracanã, o Fla-Flu Serviços S.A., também aparece como parte relevante no acompanhamento do caso, já que o andamento depende das respostas encaminhadas ao MPRJ dentro do prazo indicado.
%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8%2Finternal_photos%2Fbs%2F2025%2Fr%2FM%2FbQTpl6T4ylG0ptFTiFNw%2F111373601-rio-de-janeiro-rj-11-06-2025-maracana-fotos-gerais-do-gramado-do-estadio-que-esta-com.jpg&w=768&q=75)
%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2F2%2FC%2FN5Q6FETIewlecwzyrARQ%2Ffundo-blur-site-1789102549770.jpg&w=768&q=75)

%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2FB%2Fw%2FSNXmx6Qamr62MshINGMg%2F2026-09-11t022233z-615648742-up1em9b06lkno-rtrmadp-3-soccer-libertadores-idl-fla.jpg&w=768&q=75)
