Por: ​Thayuan Leiras

​Volante coleciona passagens pela seleção paraguaia


Com a contratação de Piris da Motta, Flamengo ganhou, acima de tudo, um jogador raçudo, voluntarioso e com vocação para negar espaços aos adversários. Essa é a avaliação de quem acompanhou de perto a passagem do volante, agora ex-San Lorenzo, pela Argentina. E é assim que o próprio jogador se identifica, como falou à tv oficial do novo clube.


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"Sou um jogador que gosta muito do sacrifício, da raça. Eu gosto de morrer no campo por meus companheiros, pelo meu clube. Vontade não vai faltar", disse. ​


"É um 5 de ofício, um volante de recuperação, muito defensivo. É muito voluntarioso, corre muito e recupera muitas bolas. Chegou ao San Lorenzo em 2016, quando vinha de muito tempo sem jogar por problemas físicos. Faz um ano que ele começou a ter sequência e se converteu em titular indiscutível da equipe", completou o repórter Diego Paulich, que acompanha o dia a dia do clube argentino para o Diário Olé.

A última temporada foi a melhor do volante paraguaio, de 24 anos e 1,78 m de altura. Ele jogou 23 partidas pelo Ciclón, fora as convocações para a seleção nacional. Na Argentina, a saída foi lamentada pelo potencial do atleta, avaliado por lá como mais valioso do que os pouco mais de R$ 10 milhões que o Flamengo pagou.

"Junto de Coloccini (zagueiro), era um dos pilares da equipe. Por isso o San Lorenzo tentou resistir e por isso a torcida não viu com bons olhos a venda. É muito jovem e já jogou uma Copa América pelo Paraguai. É frequentemente convocado para a seleção. É um jogador com uma projeção interessante", analisou Paulich.

Duelo contra o Atlético-MG confirma credenciais

Para atestar as impressões estrangeiras e avaliar o novo reforço rubro-negro frente a frente com um rival brasileiro, a reportagem analisou os dois jogos entre Atlético-MG e San Lorenzo, pela primeira fase da Copa Sul-Americana desta temporada. Depois de vencer por 1 a 0 na ida, os argentinos seguraram um empate sem gols em Belo Horizonte para avançar no torneio. Piris foi titular e levou, por voto popular, o prêmio de melhor jogador da partida de volta.


O jogo em Buenos Aires - sem toda a pressão imposta pelo Galo no Independência - deu mais chances para ver a postura natural do volante em campo. Assim como analisou o repórter local, o jovem paraguaio participa muito pouco das ações ofensivas, preocupando-se em fechar espaços e cobrir com frequência as subidas dos laterais. Tanto que o agora camisa 25 do Flamengo saiu dos dois jogos sem tentar nenhum chute sequer.

No Nuevo Gasómetro, o jogador tentou 39 passes e errou quatro deles, conseguiu quatro roubadas de bola e fez duas faltas. A partida de volta, em solo brasileiro, foi completamente sugestionada pelo resultado da ida. O San Lorenzo não quis saber de jogar, ficou com menos de 40% de posse de bola e fez mais de 20 faltas. Piris não completou nem 10 passes, mas foi premiado pelo torcedor justamente pela raça, pela vontade em campo. O que também mostrou um lado negativo: o paraguaio levou cartões amarelos nos dois confrontos.



​​O jogador vestirá o camisa 25 no time da Gávea



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