José Boto define cautela do Flamengo nas transferências e cita Almada

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José Boto, diretor de futebol do Flamengo, detalhou o planejamento do clube para a janela de transferências e reforçou que o Flamengo só avançará em contratações “com condições muito especiais”, sem comprometer a saúde financeira. Na entrevista ao Extra, o dirigente também comentou as especulações sobre Thiago Almada e Danilo Santos, questionando informações envolvendo uma possível ida do meia argentino ao River Plate.

O dirigente vinculou a estratégia do Flamengo a um teto de gastos, estabelecendo limites para não tornar o planejamento inviável. “Agora, para virem para o Flamengo tem que haver condições muito especiais. Não podemos andar a gastar mais 40 milhões. Não podemos, porque isso não é sustentável para o clube.”

Thiago Almada e o River Plate

A negociação envolvendo Thiago Almada apareceu no mercado com uma oferta do River Plate. O clube argentino fez uma proposta de 20 milhões de euros por 50% dos direitos econômicos do jogador.

José Boto, porém, tratou o assunto com cautela e deixou claro que não tem certeza sobre o desfecho. “Ora, se calhar o River fez uma oferta, não é? Agora, é verdade isso? Tens a certeza que isso é verdade? Que ele vai para o River Plate? Eu não tenho.”

Mesmo com o interesse do Flamengo, o clube não avançou nas tratativas por Almada por causa do alto valor exigido.

Danilo Santos e a recusa a “loucuras”

Danilo Santos, volante do Botafogo, também foi mencionado como possível contratação. O Flamengo fez uma sondagem formal, mas a negociação esfriou após o Botafogo pedir 40 milhões de euros.

Nesse cenário, José Boto afirmou que o Flamengo não vai se mover apenas pela pressão do mercado. “Nós não vamos cair em loucuras só porque alguém começa a dizer que o Flamengo devia ir buscar Danilo.”

A linha do Flamengo no mercado

A entrevista de José Boto reforça que o Flamengo pretende reforçar o elenco, mas dentro de parâmetros financeiros considerados sustentáveis. Com a reestruturação do clube após a contratação de Lucas Paquetá, que custou 42 milhões de euros, a diretoria segue tratando o mercado com foco em viabilidade, e não em valores acima do que considera possível.