​Depois das ​​​cobranças públicas a parte da diretoria e ao elenco​​, o vice-presidente de futebol do Flamengo, Ricardo Lomba, quebrou o silêncio e manifestou sobre o turbilhão que sacudiu o departamento nesta semana. Em entrevista ao Globoesporte.com, o dirigente diminuiu o tom das críticas aos jogadores e comentou sobre as demissões de cinco profissionais do clube.
"Esse tipo de cobrança não é do meu feitio. A gente aqui realmente nunca fez isso, uma cobrança pública. Mas as cobranças sempre aconteceram internamente. O que deixou os jogadores chateados, e acho que há uma dose de razão, é ter colocado publicamente uma cobrança que é interna nossa (...) Foram coisas que conversamos aqui, está tudo resolvido. Isso já é passado, vamos virar essa página", disse Lomba, que continuou.
"Vinha sendo discutido, não foi uma coisa feita em função de um resultado. Isso seria, inclusive, muito pouco profissional, muito pouco inteligente da nossa parte. Vínhamos discutindo alguns problemas e acabamos por fazer o que todos viram, na expectativa de dar uma mudada no eixo e ver se a gente consegue melhores resultados".
O dirigente também falou sobre ​a queda de braço com o presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, nas decisões do futebol. Depois da aparição pública, Lomba não participou das demissões que começaram a estruturar o futebol do clube, mas ganhou apoio interno para pleitear mais poder de decisão.
"A gente pode e deve divergir para que a gente amadureça. Eu também não sou fã de fazer cobrança pública, não é meu estilo. Por uma razão aconteceu, talvez era necessário naquele momento. Mas eu não acho que essa seja a melhor forma de cobrar também não, isso tem que ser interno. O que a gente precisa corrigir ninguém precisa ficar sabendo, a não ser nós que estamos aqui diretamente com o futebol".
Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
