O clima político no Flamengo continua nesta quinta-feira, quando a comissão eleitoral do Conselho de Administração do clube se reúne e decide se validará a candidatura de Ricardo Lomba pela chapa "Avança Mais", após a comissão jurídica do mesmo conselho entender que, por ser funcionário da Receita Federal, o candidato deve se licenciar do cargo para disputar a presidência do clube. Caso tenha o registro negado, Lomba vai recorrer ao plenário do Conselho, antes de buscar a Justiça comum.
"Isso vai terminar na Justiça certamente", garantiu um dos membros da comissão eleitoral.
O trâmite pode até atrasar a marcação da eleição e prorrogar o mandato do presidente Eduardo Bandeira de Mello caso tudo pare nos tribunais. A comissão eleitoral deve bater o martelo sobre a candidatura de Lomba nesta sexta-feira. Em seguida, em caso de um parecer contrário, o candidato tem até dia 25 para recorrer no plenário do Conselho de Administração. O recurso então seria julgado no dia seis de novembro.
A esta altura, os registros das chapas já devem ter sido confirmados - o prazo é dia 20 de outubro. O próximo dia 31 é o último momento para a marcação da data da eleição. Cabe ao presidente do Conselho de Administração, Bernardo Amaral, esta decisão.
— Lamento demais que a eleição venha sendo comentada por conta dessa questão. A comissão permanente eleitoral está avaliando. As pessoas podiam ter mais responsabilidades, comprometimento com os cargos que ocupam — comentou Lomba, que não acredita na reforma da decisão e já prepara defesa mais elaborada. Ele alega ter uma carta da Receira Federal em que é explicado que ele pode exercer funções no clube, como a que exerce hoje na vice-presidência de futebol.
O presidente Eduardo Bandeira de Mello também é alvo na disputa política. O grupo Fla-Tradição, liderado pelo candidato de oposição Marcelo Vargas, promete abrir hoje um processo de impeachment sobre o mandatário, não apenas pela venda de Paquetá, como pelo uso do clube par asua campanha para deputado federal. Bandeide Mello ra tratou tudo como movimento político sem fundamento e declarou:
— Todo dia surge inquérito novo. Isso é risível. Isso não tira meu sono. Pode abrir quantos inquéritos quiserem. Não vou me pautar sobre ameaça ridícula — afirmou Bandeira, em ironia.