Justiça aumenta para R$ 80 mil a indenização que dirigente do Flamengo deve pagar a Abel Braga

O presidente do Conselho de Administração do Flamengo , Luiz Eduardo Baptista, foi condenado em segunda instância a pagar R$ 80 mil de indenização a Abel Braga por danos morais, após uma entrevista em que o dirigente se referiu ao treinador como "bêbado" e "drogado".

Luiz Eduardo Baptista, o Bap, é presidente do Conselho de Administração do Flamengo — Foto: Divulgação/ Flamengo
1 de 2 Luiz Eduardo Baptista, o Bap, é presidente do Conselho de Administração do Flamengo — Foto: Divulgação/ Flamengo

Luiz Eduardo Baptista, o Bap, é presidente do Conselho de Administração do Flamengo — Foto: Divulgação/ Flamengo

Essa é a segunda vitória de Abel Braga na Justiça contra Luiz Eduardo Baptista. Na primeira, em março de 2022, BAP, como é conhecido, foi condenado a pagar R$ 50 mil ao então treinador. As declarações do dirigente foram feitas ao blog Ser Flamengo , em junho de 2020, após a saída do técnico do Rubro-Negro.

A sentença foi publicada na segunda-feira, pela 2ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo , que manteve a decisão da 4ª Vara Cível, do Fórum Regional de Pinheiros, em São Paulo. Ainda cabe recurso. Cabe recurso ao Superior Tribunal de Justiça.

Desde a primeira vitória na Justiça, Abel Braga informou que, quando receber, vai destinar o valor da indenização às famílias vítimas do incêndio no Ninho do Urubu.

O desembargador Fernando Marcondes destacou que a “a veiculação de retratação pública, por nota oficial, no site (...), pelo requerido, não torna descabida a pretensão de indenização por danos morais. Pode influenciar, quando muito, na majoração do quantum indenizatório, mas não afasta o ilícito cometido”.

Abel Braga concede entrevista coletiva no Vasco — Foto: Daniel Ramalho / CRVG
2 de 2 Abel Braga concede entrevista coletiva no Vasco — Foto: Daniel Ramalho / CRVG

Abel Braga concede entrevista coletiva no Vasco — Foto: Daniel Ramalho / CRVG

Veja o que disse BAP na referida entrevista:

“Houve um momento em que a gente achava, e que a gente discutia internamente entre a gente, que ele devia estar de sacanagem. A gente olhava ele dando entrevista e a gente falava: "Cara, tem alguma coisa que a gente não tá entendendo. Ou ele bebeu, ou ele tá drogado. Não é possível que ele teja falando o que ele está falando".

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Fonte: Globo Esporte