As confusões nos jogos recentes do Campeonato Carioca renderam uma reunião de emergência entre os representantes de Flamengo , Fluminense , Vasco e Volta Redonda com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, para definir medidas de segurança para as semifinais do torneio.
Apesar de a hipótese ter sido levantada anteriormente, a pauta da torcida única não chegou a ser posta em debate entre as partes. Foi confirmada, porém, a proibição das organizadas Raça Rubro-Negra, Jovem Fla, Força Jovem do Vasco, Young Flu e Fúria Jovem do Botafogo. A medida já tinha sido determinada pela Justiça na última quarta (7).
"Também decidimos a abertura e o enquadramento de todos esses brigões no inquérito como organização criminosa. Não serão mais enquadrados como pessoas de baixo potencial ofensivo, mas sim como organização criminosa, o que é muito mais sério. Há uma vara criada no Tribunal de Justiça voltada para organização criminosa e pode, inclusive, pedir medidas cautelares, como uso de tornozeleira, prisão e outras", disse o governador Cláudio Castro.
"Decidimos fazer um plano de ação permanente em conjunto entre Governo do Estado, Prefeituras, Tribunal de Justiça, Ministério Público, federação e clubes, e chamaremos a CBF já que alguns campeonatos têm organização da CBF. Para que todos, clubes e torcedores, saibam o que pode e o que não pode. Com essa plano de trabalho vamos poder tomar decisões mais sérias", continuou.
"Vamos retomar com a Polícia Civil o acautelamento dessas pessoas que causaram baderna. O MP e os clubes farão atualização desse cadastro no Tribunal de Justiça para que as pessoas tenham obrigação de ficar nas delegacias. Assim a gente aumenta o sarrafo da punição. Tivemos um tempo de tentativa de diálogo primeiro, mas não dá para ter diálogo com quem não respeita", finalizou.
Estiveram na reunião o presidente Rodolfo Landim (Flamengo), o vice-geral Matheus Montenegro (Fluminense), o CEO Luiz Mello (Vasco) e o presidente Flávio Horta (Volta Redonda). Além desses representantes, também participaram do encontro o presidente da Ferj, os comandantes das polícias Militar e Civil, o procurador-geral do Rio, o secretário de esportes, dois desembargadores do Tribunal de Justiça e um representante do Ministério Público do RJ.