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Godinho defende Fla e vê jogo atípico: "Nosso trabalho é a longo prazo"

Caetano, Godinho e Muricy conversam em Mangaratiba (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo.com.br)Caetano, Godinho e Muricy conversam em Mangaratiba, na pré-temporada do Fla (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo.com.br)

Se a primeira derrota do ano, no clássico com o Vasco (0x1), doeu na torcida rubro-negra, a segunda, na última quarta-feira, para o Confiança (0x1), também pegou mal, principalmente pela diferença técnica e de tradição em relação aos sergipanos. Com um a mais por 88 minutos de bola rolando, o Flamengo perdeu chances, foi ineficiente e incapaz de vencer em Aracaju. A zebra revoltou os flamenguistas no Batistão e decepcionou o restante da torcida espalhada pelo país, ávida por resultados à altura do investimento feito este ano. O Fla foi quem mais contratou no Brasil, com destaque para transferências vultosas, casos de Mancuello e Cuéllar. Apesar do surpreendente resultado, o comando do futebol e o planejamento seguem inalterados. Quem garante é Flavio Godinho, vice-presidente da pasta na segunda administração Bandeira.

O dirigente repetiu Muricy e também não quis arranjar desculpas para a derrota para um time de investimento e tradição tão inferiores. Para ele, o resultado foi, sim, atípico, mas não interfere no trabalho que está sendo feito na Gávea e no Ninho. Confira abaixo a entrevista, por troca de mensagens, com o vice de futebol do Flamengo, Flavio Godinho.

Nosso trabalho é planejado a longo prazo. (...) Tropeços, num time ainda em formação, não são tão raros assim. Ninguém ficou satisfeito com a derrota. O elenco principalmente que terá que fazer mais um jogo num calendário já apertado (três competições simultâneas!). Entretanto, não há qualquer razão para desviar, sequer um centímetro, o rumo do trabalho que está sendo implementado"
Flavio Godinho, vice de futebol do Flamengo

- Ontem (quarta-feira), realmente, foi um jogo atípico, que só acontece de tempos em tempos. Tanto que o Flamengo nunca havia perdido para o Confiança. Estádio lotado, festa da torcida. Tremendo clima "tá tranquilo - tá favorável" para uma boa jornada. Só que ao invés de confirmar o favoritismo, o time perdeu a chance de matar o jogo no primeiro tempo (quando criou triangulações pelos lados do campo e perdeu muitos gols). E, com uma atuação burocrática, não teve inspiração e determinação suficientes para superar a forte marcação do adversário no segundo tempo. A bola acabou "punindo" o time que teve 75% de posse de bola, mas não transformou a vantagem em gols - disse, em troca de mensagens com a reportagem do GloboEsporte.com

Godinho emendou, afirmando que a cobrança por triunfos expressivos e títulos deve ser feito mais à frente.

- Nosso trabalho é planejado a longo prazo. Recomendo esperar o resultado final das competições que estamos envolvidos. Trabalhamos sério para colher os frutos que a torcida espera. Tropeços, num time ainda em formação, não são tão raros assim. Ninguém ficou satisfeito com a derrota. O elenco principalmente que terá que fazer mais um jogo num calendário já apertado (três competições simultâneas!). Entretanto, não há qualquer razão para desviar, sequer um centímetro, o rumo do trabalho que está sendo implementado.

Confira bate-papo com o vice de futebol abaixo:

Você acha que, com o resultado inesperado, elenco e os demais do departamento de futebol mereçam uma chamada? Principalmente por essa "falta de inspiração e determinação" pra furar a retranca?

Temos que admitir que jogamos mal. Simples assim. Vamos seguir a nossa rotina de treinamentos para que os erros não se repitam. Para isso contamos com uma comissão técnica experiente, que sabe o que faz. Importante frisar que já pagaremos o preço de sermos forçados a trocar uma semana integral de treinamentos/recuperação dos jogadores, pela realização de nova partida, com a obrigação de vencer por dois gols de diferença.

Nem o David Copperfield (mágico e ilusionista norte-americano) conseguiria evitar as viagens, até a volta do Maracanã (provavelmente em outubro). O Rio só tem três estádios com a capacidade mínima exigida no Brasileirão: Volta Redonda, Macaé e São Januário. Assim, mandaremos a maioria dos jogos em Volta Redonda e alguns clássicos em Brasília"
Flavio Godinho, vice de futebol do Flamengo

Em dezembro, quando Eduardo Bandeira de Mello ainda era candidato, você falava em mudanças no elenco, mas poucas peças, como Paulinho, por exemplo, saíram. Mudaram o planejamento?

O clima de trabalho e comprometimento de todos os profissionais do futebol do Flamengo é o melhor possível. Seguimos confiantes de que esse elenco nos dará grandes alegrias no curso do ano. A mudança no entrosamento e comprometimento é latente. Não é uma derrota inesperada que vai mudar o rumo do trabalho que está sendo implementado.

Mesmo com o bom rendimento da defesa rubro-negra em 2016, Muricy não esconde que ainda quer outro zagueiro. Reiterou esse pedido após o empate com o Figueirense. O Flamengo pensa em trazer essa peça por agora ou fica para o Brasileiro?

Prefiro não me comprometer com prazo, mas a pretensão de contratar um zagueiro segue inabalada.

As constantes viagens incomodam ao Muricy e ao elenco. Em contrapartida, a arrecadação em três meses é excelente. Você, como vice-presidente, como avalia esse custo/benefício/resultado? Como está a questão da casa para o Brasileiro. Seguirão com Volta Redonda? Há outras opções com a reforma do campo de Edson Passos, já se falou no campo da Portuguesa, na Ilha.


Nem o David Copperfield (mágico e ilusionista norte-americano) conseguiria evitar as viagens, até a volta do Maracanã (provavelmente em outubro). O Rio só tem três estádios com a capacidade mínima exigida no Brasileirão: Volta Redonda, Macaé e São Januário. Assim sendo, mandaremos a maioria dos jogos em Volta Redonda e alguns clássicos em Brasília. Nossa prioridade para o Brasileirão será preservar o aspecto esportivo na escolha dos mandos de campo. De qualquer forma, será um ano de muito sacrifício para todos os envolvidos no departamento de futebol. A falta do Maracanã e Engenhão será muito penosa para o Flamengo, já que o nosso 12º jogador, além de patrão, é o mais importante do time, e razão de todo nosso esforço e dedicação. 

Fonte: Globo Esporte

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