Multicampeão com o Flamengo nos últimos anos e recém-aposentado do futebol profissional, o agora comentarista Diego Ribas saiu em defesa de Gabriel Barbosa , de quem foi companheiro de equipe nos últimos anos, por conta das críticas que o ídolo do Rubro-Negro tem recebido por parte da torcida e da imprensa esportiva nas últimas semanas.
“Você vê o Gabi (Gabigol). Ganhou tudo que ganhou, e você vê a exposição que é constante. Xingando, ofendendo o cara que conquistou tudo que conquistou no Flamengo”, iniciou Diego em entrevista ao podcast Denilson Show .
“Que pode cometer os erros dele, mas está sempre na linha de frente. Não vejo o Gabi ficando de 'migué'. Ah, está mal tecnicamente! Ok, mas corre, joga, bate, se posiciona, dá entrevistas, faz as coisas”.
“Mas parte de torcida e imprensa, não todos, massacrando... Não respeitam os ídolos. Aí vai respeitar depois que parou. Afasta os jogadores, o ídolo que está na Europa e pensa 'não vou voltar', afasta o garoto (que está começando)...”, disse o ex-meio-campista.
Como exemplo de comparação, Diego citou a festa com a qual foi recebido na cidade de Bremen, na Alemanha. O ex-atleta atuou no Werder Bremen clube entre 2006 e 2009 e conquistou dois títulos, o que o credenciou a ser reverenciado até hoje pela torcida do time europeu.
“Voltei na cidade (Bremen) para jogo de despedida de um amigo. Lá para tudo, até hoje. Os alemães fazem isso com excelência. Desde que eu saí de lá, são homenagens constantes, mesmo quando eu não estou lá”, disse Diego.
O ex-Flamengo ainda usou o argumento para defender que falta reconhecimento aos grandes ídolos no Brasil e que isso, muitas vezes, pode desmotivar a permanência de um garoto em seu clube de origem ou o retorno de um atleta consagrado ao futebol nacional.
“Se comparando com a Alemanha, falta muito (reconhecimento no Brasil). Mas é importante avaliar o cenário que vem evoluindo. Não gosto de generalizar. Definitivamente existe uma cultura de desrespeito e que se contradiz”.
“Muitas vezes se fala: 'Cadê nossos ídolos? Faltam ídolos! Os clubes precisam segurar jogadores. Por que os jogadores não ficam no Brasil?'. Espera aí, cara. O sistema... Você é o primeiro que acusa, que ofende, que expõe. Você acha que o ídolo não está vendo isso?”, explicou.
“Hoje está quebrando tudo para o Diego. Mas o garoto de 18, 19 anos, ele está vendo. 'Que loucura que é isso aqui, na primeira oportunidade que tiver, eu vou embora'. Além do encantamento que traz a Champions League , aquela música, o financeiro, jogar com os melhores jogadores do mundo”, finalizou.
Por outro lado, Diego agradeceu ao Flamengo, à torcida do clube e aos companheiros pela festa de despedida que recebeu em 2022.
“A minha despedida do Flamengo, eu só tenho a agradecer. Foi a primeira vez que aconteceu aquilo. Teve último jogo, levaram os troféus, torcida levou bandeira, fez uma homenagem, aquilo é legal e tem que fazer isso com todo mundo”.
“Me emocionei e falei: 'que todos vocês sintam o que estou sentindo agora'. Em alguns momentos perdi o sono para defender esse clube, imagina sair vaiado, xingado... Então ter esse reconhecimento...”, finalizou.
Próximos jogos do Flamengo:
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Athletico-PR (C) - 13/09, 21h30 (de Brasília) - Brasileirão
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Goiás (F) - 20/09, 19h (de Brasília) - Brasileirão
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São Paulo (F) - 17/09, 16h (de Brasília) - Copa do Brasil