Principal nome da atual geração do Flamengo , que enfileirou títulos desde 2019, Gabigol não costuma economizar nas palavras. Seja para o bem ou seja para o mal.

Convidado de Diego Ribas no podcast '10 e Faixa', o atual camisa 10 do Flamengo se declarou ao clube carioca, dizendo que as ofertas da Europa não o seduziram e que o time carioca 'enche seus olhos'. No entanto, foi sincero sobre algo que a torcida faz que não gosta: vaias durante a partida.

"Tem coisas que a torcida do Flamengo faz que eu acho que é errado. Como teve agora na CONMEBOL Recopa , que o jogo não tinha acabado e eles começaram a vaiar. Aí a gente fez o gol e eles torceram pra gente. Não concordo com isso! Ainda mais depois do que a gente viveu em 2019, que eles cantaram até os 93 e a gente virou o jogo. Eles são importantes! Não concordo com o último jogo do Arão ter sido daquele jeito. Ele foi embora vaiado do Flamengo, um cara que tem 500 e tantos jogos. Não concordo com isso", disse Gabigol, completando.

"Mas tem coisa também que eu levo numa boa. Eles pegam muitos no meu pé, e eu gosto disso. Eu pego no pé deles e é uma relação que vai acabar em amor e está tudo bem. É só não passar do ponto! Tem momento que eles dão uma viajada e aí eu não concordo. Mas não tenho problema com isso. Eu gosto muito de estar no Flamengo, me identifico e me vejo neles. Mas se chegar o momento que eu ver que eles estão ultrapassando, não tem problema também de mudar. Mas é algo que eu amo muito, espero ficar muito tempo. Tomara que eu consiga ficar até os 35 e me aposentar no Flamengo. Tomara".

Durante a conversa, Gabigol seguiu falando sobre a relação com os torcedores e os momentos de turbulência. Admitiu que considera 'do jogo' críticas sobre o futebol, mas foi sincero que não aceita o torcedor não cantar os 90 minutos. Segundo ele, a torcida do Flamengo 'é um jogador a mais' e não pode deixar de apoiar durante toda a partida.

"Acho que a crítica faz parte. Se jogou mal, não está bem, tem que ir para o banco... Isso é do jogo. Mas uma coisa que não aceito é não cantar os 90 minutos. Eles têm que apoiar a gente. Quando começam a vaiar o próprio jogador, está indo contra o clube dele. A torcida do Flamengo tem uma força tão grande quando apoia e grita. A gente teve agora a parada do 'inferno' que a gente fez e eles foram totalmente importantes, protagonistas daquela virada. É um jogador a mais, mas eles também podem ser um jogador a menos. Quando o cara for embora, bate palma para o cara! Foi lindo ver vocês se despedindo agora, com aquela festa. Os próximos jogadores também vão querer, eu também vou querer. Eles podem fazer mais isso, com todos os jogadores", disse Gabi.

Diego também deu sua opinião sobre como é jogar no Flamengo com bons e maus momentos.

"Eu sonhei com aquele dia. E confesso que em algum momento me preocupei porque sempre estive fazendo o que era certo e não o que era fácil. Fiz mesmo que muita gente não gostasse do que eu estava fazendo. Quando as coisas não estão correndo bem dentro de campo, quando está duro de assistir, é o momento que mais precisamos deles. É quando vamos precisar de mais apoio. Quando está bem, é legal ovacionar, mas ali também estamos confiantes", afirmou Diego, com Gabigol citando as críticas e protestos.

"A gente entende porque também somos torcedores, eles têm todo o direito de ficar tristes, de criticar a gente, mas quando vai no CT empurrar carro, não é legal! O caixão... Será que eu vou ser o próximo do caixão, cara? (risos)", se divertiu Gabigol, finalizando.

"A gente também não pode falar que são todos. Tem pessoas que são incríveis. Mas quando está perdendo, talvez seja o momento do maior apoio. Porque ali são eles que vão ajudar a gente, que vão colocar a bola para dentro e dar confiança para nós jogadores. Mas a gente também sabe que temos que fazer por merecer. Mas quando é uma troca leal, zero problema de ser criticado ou vaiado", resumiu.

Próximos jogos do Flamengo