Menos de meia hora antes do começo da partida entre Flamengo e Grêmio, pela semfinal da Libertadores, ao menos dois grupos de torcedores tentaram invadir o perímetro de segurança montado pela polícia no Maracanã. Os agentes de segurança revidaram e houve confrontos em dois pontos distintos de acesso ao estádio: na Avenida Maracanã, próximo à estátua do Bellini, e na rampa da Uerj.
Um dos grupos correu em direção à Praça da Bandeira, onde muitos flamenguistas estavam. Houve mais confusão e o Choque dispersou a multidão. Ainda não há informações de presos ou feridos.
Com a confusão, torcedores que estavam na fila para entrar no Maracanã no setor Leste correram em direção contrária. Muitos usavam as camisas para tampar o rosto e amenizar o forte cheiro de gás que ficou no ambiente.
A capitã Tatiana Lima, chefe da assessoria do Batalhão de Polícia de Choque, que auxilia no policiamento no entorno do Maracanã, explicou que o serviço de Inteligência da PM interceptou várias informações de que torcedores tentariam invadir o estádio. O esquema de segurança conta com mais de 900 homens da PM.
- Recebemos muitas informações, de diversas fontes, de que poderia haver uma tentativa de invasão ao estádio. Por isso estamos aqui para agir em casos de distúrbios. Qualquer distúrbio - afirmou a capitã.
Em pelo menos duas ocasiões os policiais do Choque impediram que torcedores sem ingresso invadissem a área de isolamento próximo a estátua do Bellini. Foram rechaçados com balas de borrachas e gás lacrimogêneo.Houve correria. Muita gente com ingressos reclamou do excesso.
- Eles estão atirando em torcedor com ingresso que está chegando ao estádio - disse um homem que preferiu não se identificar.
Três drones do Grupamento AéreoMovel fazem o monitoramento do entorno do Maracanã. As aeronaves nao tripuladas ajudaram a identificar uma confusão na rampa do metrô que da acesso ao estádio.
- Nós identificamos um tumulto generalizado entre grupo de torcedores do Flamengo na rampa. Passamos um rádio e avisamos para o comando da operaçao - disse o tenente Mazarino, sub-chefe do núcleo de aeronaves remotamente pilotadas do GAM.
Um pouco antes, um torcedor tentou invadir o Maracan. De acordo com seguranças, ele forçou a entrada por um dos acessos próximos ao Maracanãzinho.
Sem ingressos, ele foi contido por um dos responsáveis por controlar o fluxo de torcedores. O invasor ainda tentou agredir o segurança, mas acabou controlado.
Um grupo de torcedores sem ingressos tentou atravessar o Rio Maracanã para chegar até a área dentro do cinturão de segurança montado pela polícia. Eles foram dispersados por homens do Batalhão de Choque, que lançaram bombas de efeito moral e balas de borracha na direção da torcida.
Outro torcedor foi preso e levado até o posto da Polícia Civil dentro do Maracanã.
Desde o começo da semana que a organização da partida e a polícia estão atentos à possibilidade de tentativa de invasão por parte de torcedores, como aconteceu na final da Copa Sul-Americana de 2017.
Na terça-feira, uma operação da Polícia Civil prendeu 21 suspeitos que planejavam invadir o Maracanã e praticar roubos do lado de fora do estádio. Pouco antes do jogo, um grupo de torcedores entrou em confronto com a Polícia na altura da Avenida Maracanã. Os agentes de segurança bombas de efeito moral para dispersar o grupo.