O Flamengo enviou documentos ao Ministério Público defendendo que não houve superlotação no Maracanã, enquanto o Fluminense reconheceu que suas práticas contrariam a Lei Geral do Esporte. O caso é investigado pelo GAEDEST/MPRJ, instaurado no fim de agosto de 2026, e aguarda as respostas dos clubes.
A apuração, revelada por O Globo, mira a venda de ingressos acima do permitido em jogos realizados no estádio, com foco nos setores Norte e de cadeiras cativas. O inquérito foi encaminhado à Promotoria de Justiça de Urbanismo após a instauração pelo GAEDEST/MPRJ.
Flamengo: justificativa enviada ao MP
O Flamengo sustenta que não ultrapassou o limite de segurança do estádio. Na documentação encaminhada ao Ministério Público, o clube afirma que não houve mais de 73 mil pagantes, número indicado em documento da Polícia Militar.
A justificativa formal ao MP foi resumida na seguinte frase:
“O Flamengo não extrapolou o limite do laudo de segurança do estádio.”
Fluminense: justificativas e reconhecimento sobre a Lei Geral do Esporte
O Fluminense também enviou justificativas ao Ministério Público sobre a venda de ingressos. No conteúdo encaminhado, o clube reconhece que suas práticas contrariam a legislação esportiva.
O reconhecimento aparece na citação atribuída ao Fluminense:
“Todas as práticas vão contra a Lei Geral do Esporte.”
Inquérito em andamento e enquadramento legal
O inquérito foi instaurado pelo GAEDEST/MPRJ no fim de agosto e segue em tramitação. A investigação pode levar a sanções previstas na Lei Geral do Esporte, incluindo perda de mando de campo por até seis meses.
O enquadramento citado no material aponta para possível violação do artigo 147 da Lei Geral do Esporte, além de discussões sobre responsabilidade na administração do Maracanã, que é feita pelo consórcio Fla-Flu Serviços S.A.
Consórcio Fla-Flu Serviços e compromissos de esclarecimento
O consórcio Fla-Flu Serviços aparece no contexto da apuração por ser ligado à gestão do estádio. Luis Felipe Monteiro de Barros, novo diretor do consórcio, prometeu dar as justificativas ao MP. Fred Nantes, CEO do consórcio, afirmou que haverá transparência no caso.
Com o inquérito aguardando respostas, Flamengo e Fluminense seguem na etapa de explicações ao Ministério Público sobre as vendas e a operação nos setores apontados, com impacto direto na investigação sobre superlotação no Maracanã.
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