O Flamengo chega ao clássico contra o Botafogo no Maracanã com um desafio direto na montagem do elenco: o departamento de scout ainda não se consolidou como prometido. No mesmo cenário, o Botafogo tem usado o setor de análise como base para a maior parte das contratações recentes, com seis dos sete reforços indicados pelo scout. A diferença entre as filosofias dos dois clubes é tratada na análise do Jornal O Globo.
Scout ainda em busca de efetividade no Flamengo
O Flamengo, sob a presidência de Luiz Eduardo Baptista, enfrenta críticas relacionadas à eficácia do departamento de scout. O clube não contratou reforços na janela de meio de ano, e o debate recai sobre uma dependência maior de contratações de alto custo para sustentar o elenco.
Nesse modelo, José Boto, contratado pelo Flamengo para liderar o scout, aparece como referência do setor, mas com cobranças pela falta de resultados no que se espera do departamento.
"O departamento de scout do Flamengo ainda é quase um projeto que não começou a funcionar como prometido."
Botafogo transforma análise em contratações
O Botafogo, em contraste, é descrito como tendo um scout mais estruturado e mais integrado ao processo de escolha de reforços. O clube contratou sete jogadores, e seis deles foram indicados pelo departamento de scout.
O setor é chefiado por Brunno Noce, com mais de dez profissionais mapeando jogadores globalmente. A transição administrativa também aparece no contexto, com a iminente chegada da GDA Luma, que assumirá 90% das ações da SAF.
"O scout do Botafogo se adapta às pretensões e realidades do clube."
Contratações e critérios de mercado
Entre os reforços do Botafogo, Tiquinho Soares retorna ao clube por motivos emocionais. Os demais são apresentados como escolhas feitas com base em análises de mercado, dentro da lógica atribuída ao departamento de scout.
Os investimentos citados no dossiê ajudam a ilustrar o movimento recente: Vitinho foi contratado por R$ 49,3 milhões, e Thiago Almada por R$ 120 milhões.
No Flamengo, o quadro é associado à dependência de contratações caras, com destaque para o gasto de R$ 315 milhões na volta de Lucas Paquetá, apontado como recorde no futebol brasileiro.
Linha do tempo que ajuda a entender o momento
O dossiê recupera marcos para situar as duas trajetórias. No início de 2025, José Boto é contratado pelo Flamengo para liderar o scout. Já no Botafogo, Tiquinho Soares se torna ídolo entre 2022 e 2024, com retorno em 2026.
Em 2023, o Botafogo quase conquista o título brasileiro, mas tem queda no segundo turno. Em 2024, o clube muda a estratégia de contratações, investindo mais e reforçando o elenco.
O clássico como vitrine das escolhas
Com a partida no Maracanã, a diferença entre os departamentos de scout dos dois clubes vira um pano de fundo relevante para o Brasileirão. O Flamengo chega sob cobrança por um scout que ainda não entregou o desempenho esperado, enquanto o Botafogo se apoia em um processo descrito como mais planejado, com indicações do setor aparecendo como base para contratações recentes.
Na prática, a forma como cada clube seleciona e traz jogadores para o elenco é tratada como um fator que pode influenciar o rendimento e, também, a percepção de torcedores sobre as gestões em curso.
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