Flamengo ainda pode vencer Real, mas na disputa de terceiro lugar

O sonho flamenguista de fazer história vencendo o Real Madrid no Mundial de Clubes da FIFA está vivo ainda, mas só será possível na disputa pelo terceiro lugar. Pra isso, falta apenas o Real repetir o feito rubro-negro e perder para o Al Ahly na semifinal de amanhã. Dada a má fase do time espanhol e os seus tantos desfalques, sem contar o fato de que essa competição é, no momento, a última coisa que interessa à equipe de Madri, eu não duvidaria da possibilidade.

E o desinteresse não é algo exclusivo dessa edição, é algo que se repete há tempos. Equipes europeias não dão a mínima para essa disputa, isso é fato. Participam dela de forma protocolar, com jogadores que às vezes sequer são titulares e, mesmo assim, acaba de fazer dez anos desde a última vez que perderam o troféu (o Chelsea para o Corinthians ). Nunca caíram nas semis, aliás. A disparidade econômica e técnica explica esse predomínio, mas o que sigo sem compreender é por que nós, brasileiros, ainda damos tanta importância a essa disputa.

Sim, é um momento raríssimo em que uma equipe sul-americana pode enfrentar, num jogo oficial, a equipe vencedora da Champions League, ótimo. O problema, ao meu ver, é querer dar a esse torneio de apenas dois jogos (para os vencedores de Libertadores e Champions) alguma real importância, como se ele servisse para definir quem é a maior equipe do mundo.

Estamos diante de uma piada de mau gosto da FIFA, que insiste em juntar equipes de níveis técnico e econômico completamente discrepantes e ainda assim finge que há algo em disputa ali.

Houve um momento em que o Mundial até fazia sentido, quando não estava definido o campeão antes mesmo da competição começar, mas essa época vai longe.

Por último, espero que essa derrota do Flamengo para o Al Hilal finalmente nos faça abandonar essa arrogância tão nossa, arrogância que trata a classificação para a final desse torneio comemorativo uma obrigação. Nos últimos 15 anos, 6 sul-americanos caíram nas semifinais e mesmo assim a gente não aprende.

Fonte: Uol