O Flamengo acionou a ANRESF para analisar a negociação entre o Vasco e o empresário Marcos Lamacchia, interessado em comprar o futebol do clube, com o objetivo de impedir a continuidade do acordo caso ele esbarre nas regras de multiclubes. O clube baseia a medida na seção 9 do Regulamento de Sustentabilidade Financeira e no artigo 62 da Lei Geral do Esporte.
A cronologia do caso começa com a própria atuação da ANRESF: o órgão já havia notificado o Vasco sobre as discussões envolvendo os Lamacchia, e o clube tem prazo aberto para responder. A partir desse trâmite, o Flamengo levou a discussão para a análise do regulador sob o argumento de que a operação pode conflitar com vedações legais relacionadas ao controle de mais de um clube.
O que está em disputa na regra de multiclubes
A seção 9 do Regulamento de Sustentabilidade Financeira é citada como base para tratar de multiclubes. Já o artigo 62 da Lei Geral do Esporte aparece no mesmo conjunto de fundamentos para sustentar a vedação ligada à participação simultânea em clubes que competem na mesma divisão.
No entendimento apresentado pelo Flamengo, as regras envolvem a impossibilidade de uma mesma pessoa ter controle sobre mais de um clube.
Marcos Lamacchia e o acordo com o Vasco
Marcos Lamacchia tem um acordo de investimentos para a compra do futebol do Vasco. Como a negociação é tratada dentro do risco regulatório associado ao modelo de controle, ela entra no radar da ANRESF a partir da notificação já feita ao clube e do prazo de resposta em andamento.
Envolvimento de José Lamacchia e Leila Pereira
O caso também tem um componente familiar citado no contexto do negócio. José Lamacchia, pai de Marcos Lamacchia, é avalista do acordo do filho.
José Lamacchia é casado com Leila Pereira, presidente do Palmeiras até 2027. Essa relação é apontada como parte do pano de fundo ligado ao cenário de controle no futebol brasileiro, em meio às vedações discutidas na esfera regulatória.