Filipe Luís admite atuação abaixo do normal do Flamengo em vitória: "Não foi nosso melhor jogo"

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Filipe Luís disse que a vitória do Flamengo por 1 a 0 contra o Deportivo Táchira, na Venezuela, na estreia do time na Copa Conmebol Libertadores, foi um grande resultado, mas não uma grande atuação. O técnico avaliou que o time não estava refinado e que passou dificuldades fora de casa quando adversário, que vinha jogando num 4-4-2, apresentou uma linha de cinco.

— Vou tranquilo com uma grande vitória, não é fácil vencer na Libertadores. Reconheço que não foi nosso melhor jogo, não estávamos refinados. O adversário nos colocou em dificuldade. Sempre penso que quando não estamos bem temos que competir. Nem sempre vamos estar bem. O adversário esteve bem. Nos surpreenderam com a mudança de sistema, não estavam jogando com uma linha de cinco, e isso me gerou surpresa.

— Não foi nossa melhor noite, mas o importante é que o time soube se comportar bem para vencer.

A dificuldade do Flamengo na criação na partida foi analisada pelo treinador. Filipe Luís disse que o time errou muito na partida quando tinha espaço, o que deu a possibilidade do Táchira ter a bola. As entradas de Alex Sandro, Juninho e Allan mudaram a postura rubro-negra.

O técnico Filipe Luís cumprimenta Juninho, autor do gol do Flamengo na estreia da Libertadores 2025, contra o Deportivo Táchira, na Venezuela — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

— Acho que foi um jogo difícil porque vieram numa linha de cinco defensores, abaixaram o bloco de marcação e tínhamos dificuldade de entrar. Estávamos lentos e não conseguíamos encontrar os espaços. Nos momentos que tivemos espaços nós erramos muito. Isso deu a possibilidade do adversário ter a bola. Fiz uma mudança que deixou o time mais confortável. Não tínhamos dificuldade na saída de bola, mas sim para progredir até a área do adversário. Nesses dias ruins, temos que saber competir para tentar vencer.

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Apesar das limitações do Deportivo Táchira, Filipe Luís disse que não esperava que o jogo seria fácil. Ele chamou atenção para a cansativa viagem para a Venezuela, que durou 13 horas.

— Sabia que seria um jogo difícil. Saímos do Rio às 10h e chegamos às 23h na Venezuela. Temos um time mais caro, sim, mas em campo são 11 contra 11. Sabíamos que ia ser um jogo difícil, na casa do adversário, eles têm um plano claro de jogo. Meus zagueiros fizeram um jogo esplêndido e foram cruciais para não tomarmos gols. Na Libertadores nunca é fácil, temos que valorizar muito essa vitória.

O Flamengo voltará a campo contra o Vitória no domingo, às 18h30, no Barradão, em Salvador, em partida válida pela segunda rodada do Brasileirão. O próximo jogo da equipe de Filipe Luís pela Libertadores será contra o Central Córdoba, no Maracanã, na próxima quarta-feira, às 21h30.

Primeira vitória fora de casa desde 2022
— Outro dia me perguntaram se eu prefiro vencer ou jogar bem. Prefiro vencer jogando bem, mas se tiver que escolher eu prefiro vencer, é o mais importante. Por mais que não tenha sido o melhor jogo coletivamente, foi bom para alguns jogadores recuperarem confiança e ritmo. Não é fácil ganhar de ninguém. Fora de casa, com uma viagem cansativa, com o adversário tendo a torcida a favor... Meu time soube competir bem, passar pelos momentos de dificuldade, e eu valorizo essa vitória. Eles não querem parar de vencer e seguem com muita fome.

O que disse no vestiário no intervalo
— Acho que no primeiro tempo parecia ter uma tranquilidade, mas não é o que penso. Tivemos uma dificuldade de entender como entrar na última linha, que foi uma surpresa. Não preparamos. Alguns jogadores não estavam se encontrando. No intervalo corrigimos alguns detalhes, o time voltou, tivemos as trocas, ficamos mais frescos e soubemos atacá-los. Até a zona dois do campo o time estava tendo tranquilidade, mas o problema era progredir com a forte marcação. É um time forte em casa, vai ser difícil ganhar aqui.

Chave para vencer e como preparar o próximo jogo
— A chave foi ter paciência, controlar as transições, que não fizemos bem, e melhoramos no segundo tempo. E atacar melhor os espaços, entender melhor onde eles deixavam os espaços para aproveitar. Creio que isso foi a chave. O próximo rival ainda não penso, estou pensando no Vitória para depois pensar na Libertadores.

Estadia na Venezuela
— Estive aqui em 2008, com o La Coruña num amistoso, e nós perdemos. Quando estava estudando o Táchira eu reconheci o estádio, então fui buscar a partida e tive boas lembranças daquela pré-temporada. Era outra Venezuela naquele momento, hoje está muito mudada, mas é um lugar muito lindo. Fico encantando, o clima, as pessoas são muito amáveis e se come muito bem... Sou muito mais de montanhas do que de praias, e aqui tem muitas montanhas, natureza. Sou muito bem recebido. Espero que seja recíproco, que sejam bem recebidos no Rio.

Declaração polêmica de que "não estudou o adversário"
— Tiraram de contexto, não sabia que foi polêmica. É como eu trabalho, não sei nada do rival seguinte, nem o nome dos jogadores. Do meu próximo rival, o Vitória, amanhã eu vou estudar e ver as partidas. Não é sobre Táchira, Vitória ou Central Córdoba, são todos. Vivo partida a partida. Estudei o Deportivo, eles também nos estudaram. E tenho certeza que o treinador deles também faz o mesmo. Quando passar essa partida agora ele vai estudar o próximo rival. É uma equipe que tem grandes jogadores, e eu falei aos meus jogadores que não seria fácil, e assim foi. Se alguém se sentiu ofendido pelas minhas palavras eu peço perdão, não foi a intenção. É minha forma de trabalhar.

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Fonte: Globo Esporte