Favoritismos #29: veja chances de vitória de cada equipe na rodada do Campeonato Brasileiro

Dos nove confrontos que acontecem neste sábado, em seis há um forte contraste entre os desempenhos: quatro dos melhores mandantes jogam em casa contra visitantes de baixo desempenho, e dois dos melhores forasteiros viajam para enfrentar mandantes de baixo desempenho.

Maior favorito da rodada, com potencial de vitória de 71%, o Athletico-PR recebe o Juventude , maior zebra da rodada com 11% de chances. O Palmeiras é o visitante de maior potencial com 41% de chances de derrotar o Botafogo .

Em parceria com o economista Bruno Imaizumi, analisamos 90.686 finalizações cadastradas pela equipe do Espião Estatístico em 3.699 jogos de Brasileirões desde a edição de 2013 que servem de parâmetro para medir a produtividade atual das equipes a partir da expectativa de gol (xG), métrica consolidada internacionalmente (veja a metodologia no final do texto).

*Devido aos arredondamentos, a soma das probabilidades é diferente de 100% — Foto: Espião Estatístico
1 de 9 *Devido aos arredondamentos, a soma das probabilidades é diferente de 100% — Foto: Espião Estatístico

*Devido aos arredondamentos, a soma das probabilidades é diferente de 100% — Foto: Espião Estatístico

Favorito >> Atlético-MG

  • Grande potencial para ser um jogaço, como já foi no primeiro turno (Fluminense 5 x 3 Atlético-MG ). O Atlético-MG é o segundo mandante que mais finaliza (18,0), mas tem a sexta menor eficiência, um gol a cada 14,8 tentativas, como se pode ver na arte acima. O Fluminense é o sexto visitante que menos sofre finalizações (12,9), com a oitava resistência, um gol sofrido a cada 11,2 tentativas. No ataque, o Fluminense é o oposto do Atlético-MG : o sexto visitante que menos finaliza (10,2), mas o mais eficaz, um gol a cada 9,4 tentativas. O Atlético-MG é o mandante que menos sofre finalizações (7,6), mas com a menor resistência a elas, um gol sofrido a cada 6,6 conclusões contrárias, um risco contra uma equipe tão eficaz quanto o Fluminense . O Atlético-MG é o 14º mandante (5 V, 4 E, 5 D, 45%); o Fluminense é o quinto melhor visitante (5 V, 4 E, 4 D, 49%). Nos últimos dez gols: o Atlético-MG fez metade pelo alto e metade por baixo, e o Fluminense marcou seis a partir de jogadas aéreas. O Atlético-MG sofreu oito, e o Fluminense , seis, em jogadas rasteiras.
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Favorito >> Internacional

  • O Internacional não leva gol em casa há seis jogos (contando a Sul-Americana) e dos últimos dez gols em seu estádio, não sofreu gols em oito. Será um embate interessantíssimo porque o Santos tem a segunda maior resistência visitante, um gol sofrido a cada 17,6 conclusões contrárias, com média de 15,1 finalizações sofridas por jogo, 12ª marca defensiva. No ataque, o Santos é o 13º visitante em finalizações (10,6), com quarta menor eficiência, um gol a cada 16,4 tentativas. O Internacional é o nono mandante em finalizações sofridas (10,5), com a 11ª resistência, um gol sofrido a cada 13,4 conclusões contrárias. O Santos precisará de atenção defensiva porque já teve seis pênaltis marcados contra, quarta pior marca defensiva, e a favor do Internacional já foram marcados oito penais a favor (terceira maior marca ofensiva). O Internacional é o quarto melhor mandante (8 V, 5 E, 1 D, 69%); o Santos é o 13º visitante (2 V, 6 E, 6 D, 29%). Dos últimos dez gols: o Internacional marcou e sofreu seis em trocas de passes rasteiros, e o Santos fez e levou metade pelo alto e metade por baixo. O Internacional é mandante mais eficaz do Brasileirão, com um gol a cada 7,4 tentativas e média de 14,8 finalizações por partida, décima média.
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Favorito >> Ceará

  • A partida tem potencial para gol do Ceará em contra-ataque porque é o time que mais gols fez assim até aqui, sete, sendo o terceiro time que mais finalizou nessas jogadas (57). O América-MG é o quarto que mais sofreu dessas finalizações (57) e o que mais levou gols em contragolpes (sete). O Ceará é o segundo pior mandante (3 V, 6 E, 5 D, 36%); o América-MG , o 13º visitante (3 V, 3 E, 8 D, 29%). Dos últimos dez gols: o Ceará marcou seis em jogadas rasteiras e sofreu seis a partir de jogadas aéreas, e o América-MG sofreu e marcou metade pelo alto e metade por baixo.
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Favorito >> Flamengo

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Favorito >> Fortaleza

  • O Goiás precisará de atenção defensiva com os contra-ataques porque é a segunda equipe que mais sofreu dessas finalizações (60) e já sofreu seis gols assim (e quem levou mais tomou sete). O Fortaleza já tem sete gols em contragolpes, maior marca do campeonato, quando visitante. O Goiás é o 13º mandante (5 V, 6 E, 3 D, 50%); o Goiás , o oitavo visitante (4 V, 4 E, 6 D, 38%). Dos últimos dez gols: o Goiás marcou metade pelo alto e metade por baixo, e o Fortaleza levou seis em jogadas rasteiras. No ataque, o Fortaleza fez sete em trocas de passes rasteiros, mas o Goiás levou seis a partir de jogadas aéreas.
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Favorito >> Avaí

  • O Avaí é o 12º mandante (6 V, 4 E, 4 D, 52%); o Atlético-GO , é o terceiro pior visitante (1 V, 4 E, 9 D, 19%). O Avaí já levou quatro gols em contragolpes (nona marca defensiva), e o Atlético-GO é o time que mais fez gols em contra-ataques (sete). As jogadas rasteiras vão exigir atenção do Avaí . Dos últimos dez gols: o Avaí sofreu seis, e o Atlético-GO marcou sete em jogadas de trocas de passes. O Avaí marcou seis a partir de jogadas aéreas, e o Atlético-GO sofreu metade pelo alto e metade por baixo.
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Favorito >> Athletico-PR

  • É um jogo com potencial para pênalti a favor do Athletico-PR porque a equipe já teve dez marcados a seu favor (segunda maior marca), e contra o Juventude foram marcados sete, maior marca. O Athletico-PR é o quinto melhor mandante (7 V, 5 E, 1 D, 67%); o Juventude , o terceiro pior visitante (1 V, 4 E, 9 D, 17%). A jogada aérea é uma ameaça real para a defesa do Athletico-PR . Dos últimos dez gols: o Athletico-PR sofreu, e o Juventude marcou sete a partir de bolas altas, enquanto a equipe paranaense fez seis em jogadas rasteiras, e o Juventude levou metade em trocas de passes e metade após jogadas aéreas.
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Favorito >> Corinthians

  • Como mostra a linha preta do gráfico de xG, na média das últimas cinco rodadas subiu para 1,7 gol o nível de ameaça do ataque corintiano, e o desempenho da defesa do Cuiabá vem caindo, com ameaça média de 1,5 gol, como mostra a linha vermelha. O Corinthians é o melhor mandante do Brasileirão (9 V, 4 E, 1 D, 74%); e o Cuiabá , o quinto pior visitante (3 V, 2 E, 9 D, 26%). Dos últimos dez gols: o Corinthians marcou nove e sofreu oito a partir de jogadas rasteiras, e o Cuiabá fez e levou metade por baixo e metade pelo alto.
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Favorito >> Palmeiras

  • Em sua caminhada pela confirmação do título brasileiro, o Palmeiras tem a seu favor a conquista de cinco vitórias nos 13 jogos disputados pela Série A de 2006 em diante com mando do Botafogo , que também venceu cinco. Nesta edição, será um confronto de extremos: o Botafogo é o quarto pior mandante (4 V, 4 E, 6 D, 38%), e o Palmeiras , o melhor visitante do Brasileirão (8 V, 6 E, 0 D, 71%). Dos últimos dez gols: o Botafogo fez e sofreu seis em jogadas rasteiras. O Palmeiras marcou sete usando bolas altas e sofreu metade pelo alto e metade por baixo.

São Paulo x Coritiba >> Adiado para 20 de outubro

Metodologia

Favoritismos apresenta o potencial que cada time carrega no Brasileirão 2022 comparando o desempenho nos últimos 60 dias como mandante ou visitante em todas as competições e nos últimos seis jogos, independentemente do mando. Também são consideradas as performances defensiva e ofensiva das equipes no jogo aéreo e no rasteiro. Os cálculos referentes à influência de bolas altas e de troca de passes rasteiros entre gols marcados e sofridos só consideram as características dos gols marcados em jogadas. Gols olímpicos, cobranças de pênaltis e de faltas diretas não contam para determinar a influência aérea ou rasteira por serem cobranças feitas diretamente para o gol.

Apresentamos as probabilidades estatísticas baseadas nos parâmetros do modelo de "Gols Esperados" ou "Expectativa de Gols" (xG), uma métrica consolidada na análise de dados que tem como referência 90.686 finalizações cadastradas pelo Espião Estatístico em 3.699 jogos de Brasileirões desde a edição de 2013. Consideramos a distância e o ângulo da finalização, além de características relacionadas à origem da jogada (por exemplo, se veio de um cruzamento, falta direta ou de uma roubada de bola), a parte do corpo utilizada, se a finalização foi feita de primeira, a diferença de valor mercado das equipes em cada temporada, o tempo de jogo e a diferença no placar no momento de cada finalização.

O desempenho de um jogador é comparado com a média para a posição dele, seja atacante, meia, volante, lateral ou zagueiro, e consideramos o que se esperava da finalização se feita com o "pé bom" (o direito para os destros, o esquerdo para os canhotos) e para o "pé ruim" (o oposto). Foram identificados os ambidestros, que chutam aproximadamente o mesmo número de vezes com cada pé.

De cada cem finalizações da meia-lua, por exemplo, apenas sete viram gol. Então, uma finalização da meia-lua tem expectativa de gol (xG) de cerca de 0,07. Cada posição do campo tem uma expectativa diferente de uma finalização virar gol, que cresce se for um contra-ataque por haver menos adversários para evitar a conclusão da jogada. Cada pontuação é somada ao longo da partida para se chegar ao xG total de uma equipe em cada jogo.

O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões sobre as chances de cada time terminar o campeonato em cada posição foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações para gerar resultados. Para cada jogo ainda não disputado, realizamos dez mil simulações.

Favoritismos apresenta também gráficos com a evolução da média móvel em cinco jogos da expectativa de gol (xG) de cada equipe no ataque e o acumulado do que fizeram seus adversários nessas partidas. Para os gráficos, a cada cinco jogos é feita uma média móvel, representada pelas linhas de ataque (preta) e defesa (vermelha, que na verdade é quanto o adversário somou em xG em cada jogo). É uma forma precisa de medir o potencial de cada equipe. A linha amarela mostra a diferença entre as produções dos ataques do time analisado e de seus adversários.

*A equipe do Espião Estatístico é formada por: Guilherme Maniaudet, Guilherme Marçal, João Guerra, Leandro Silva, Leonardo Martins, Roberto Maleson e Valmir Storti.

Fonte: Globo Esporte