Entenda em quatro pontos por que Rodrygo e o Real Madrid poderiam esperar vitória Al Hilal contra o Flamengo

O atacante Rodrygo, que marcou um dos gols do Real Madrid sobre o Al Ahly, nesta quarta-feira, em goleada por 4 a 1 que classificou o clube espanhol à final do Mundial de Clubes, gerou burburinho entre torcedores do Flamengo ao dizer que o elenco merengue já esperava que o Al Hilal derrotasse o rubro-negro, como aconteceu na semifinal do dia anterior (vitória por 3 a 2).

“Sendo sincero, a gente sabia que seria difícil para o Flamengo passar. Estava todo mundo apostando no Al Hilal, a gente esperava que a final fosse contra eles. E foi o que aconteceu”, afirmou o jogador após a partida contra o time egípcio.

A declaração chegou a movimentar as redes, com torcedores do Flamengo mais exaltados provocando o atacante da seleção brasileira. Mas uma questão fica no ar? Por que exatamente o time espanhol consideraria o representante asiático, tradicionalmente visto com menor favoritismo em relação ao campeão da Libertadores, como favorito à vaga? O GLOBO detalha possíveis motivos.

  • Jogadores conhecidos do futebol europeu: O Al Hilal que entrou em campo na terça-feira, em Tânger, tinha nomes conhecidos e com bagagem significativo no futebol europeu. Só no time titular, a equipe comandada por Ramon Díaz tinha o centroavante nigeriano Ighalo, com passagem recente pelo Manchester United, o atacante argentino e autor do terceiro gol Luciano Vietto, que fez longa carreira pelo futebol espanhol (estava no elenco campeão da Liga Europa do rival Atlético de Madrid em 2017/18), o meia Carrillo, ex-Sporting e Benfica, além de Marega, o grande destaque da partida, atacante francês naturalizado malinês que foi duas vezes campeão português pelo Porto.
  • Experiência com "zebras" asiáticas: Não é a primeira vez que o Real Madrid decide um Mundial contra um representante asiático que eliminou o campeão da Libertadores. Isso ocorreu, na verdade, em duas oportunidades: em 2016, quando os japoneses do Kashima Antlers eliminaram o Atlético Nacional-COL (3 a 0 na semifinal) e em 2018, quando o Al Ain, dos Emirados Árabes, despachou o River Plate nos pênaltis após empate em 2 a 2 na semifinal. Nas duas edições, o time espanhol, que já contava com alguns dos atletas do atual elenco, acabou campeão.
  • Diferenças de preparação: Enquanto o Al Hilal vinha de dez jogos nos últimos dois meses que antecederam a competição, em plena temporada nacional — além de um primeiro jogo já competitivo pelo Mundial, contra o Wydad Casbalanca —, o Flamengo fazia apenas seu sétimo jogo na temporada brasileira, em um início em que disputou sete partidas de estadual (nem todas com o time titular) mais uma única de Supercopa do Brasil, quando enfrentou seu adversário mais forte. A diferença de ritmo e preparação é naturalmente acentuada entre as duas equipes.
  • Folha salarial parecida: Assim como o Flamengo, o Al Hilal reúne algumas das principais estrelas acessíveis ao seu mercado em seu elenco — os investimentos em folha salarial, variações de moeda incluídas, são próximos. O próprio técnico do clube saudita, o argentino Ramon Díaz, é um nome forte do mercado sul-americano. Mesmo que o futebol da América do Sul tenda a chegar favorito no torneio, a semifinal se tratava de um confronto equilibrado.
Fonte: Extra