Em resenha com Diego, Gabigol fala sobre cobranças no Flamengo: "Obrigação de ganhar é a melhor coisa"

O Gabigol foi o primeiro convidado do podcast '10 & Faixa,' do ex-jogador do Flamengo Diego Ribas, exibido nesta segunda-feira. Na resenha com o ex-companheiro, o camisa 10 do Flamengo falou sobre a pressão de jogar no Flamengo e as cobranças por título.

Para o atacante, a provocações são bem vindas, mas pediu paciência com o trabalho, principalmente com os treinadores.

- Para mim, ter a obrigação de ganhar é a melhor coisa do mundo. Mas não pode usar de uma forma pesada. A gente tem toda condição de ganhar com os jogadores e staff que a gente tem. Mas creio muito no processo. Tem que ser criado um processo, e se não sofrer no processo, as coisas não vão dar certo. No Flamengo o único erro é que talvez eles queiram ganhar, mas tem que saber como ganhar. Isso é o que a gente pode melhorar. Todo mundo - disse.

Gabigol em podcast de Diego Ribas — Foto: Reprodução: YouTube
1 de 1 Gabigol em podcast de Diego Ribas — Foto: Reprodução: YouTube

Gabigol em podcast de Diego Ribas — Foto: Reprodução: YouTube

- A gente teve esse processo de sofrer no começo e ir ganhando, melhorando. A gente não vai ganhar no terceiro jogo do treinador novo, a gente não vai golear no oitavo jogo. Mas é um processo. Tem que viver o processo. A gente vê o treinador que acabou de chegar, ele perde um jogo e já fica aquele desespero. Não é normal. A gente quer ganhar todos os jogos, se puder chegar e não perder um jogo é melhor ainda. Mas é o processo, falta entender o processo.

A conversa com Gabigol foi exibida poucas horas do jogo com o Vasco, que é disputado nesta segunda-feira no Maracanã, mas foi gravada ainda em maio. O atacante não vai disputar o clássico, por causa de uma lesão no quadríceps esquerdo.

Um episódio abordado no podcast foi sobre a troca de provocações entre Gabigol e Marcelo durante o Fla-Flu. O atacante do Flamengo colocou o jogador do Fluminense entre os melhores que já viu jogar e descartou qualquer inimizade:

- Não provoquei. Eu estou com cara de provocador, já acham que eu estou provocando.Ele achou que eu tava bravo com alguma coisa. Eu falei não estou bravo. Eu falei: "não estou bravo". Ele: "Você está apelando". Aí eu falei, não, não estou apelando. Aí brinquei com ele: "Não estou apelando, fui campeão daqui". Aí ele: "não leva para o coração" e levantou a taça da Champions. Aí eu falei: "viu quem levou para o coração". Gente boaMas esquece: ele curte o hip-hop como eu, a gente combinou de curtir um rap um dia desses - contou.

Diego Ribas também relembrou um episódio em que Gabigol recebeu uma bronca dos veteranos da equipe depois de discussões que ocorreram nos treinamentos muito "competitivos" durante a pandemia, quando os campeonatos estavam suspensos. Segundo o ex-jogador, Gabigol deixou um treinamento após uma fala de Jorge Jesus e, depois, foi chamado pelos companheiros para uma reunião na sala de imprensa do CT do Ninho do Urubu.

- Na pandemia a gente estava preso, ia treinar de máscara, a gente competia muito com o outro. Faltava competição, a gente estava competindo entre a gente. A gente estava virando rival do outro. Talvez a gente extrapolou um pouco. Eu não sei perder, levava para o coração, ficava brabo. Em casa não podia sair, não podia fazer nada.

Veja outros temas abordados pelo jogador:

Gabi marrento?

- Eu sou muito tímido. Com pessoas que conheço, sou totalmente diferente, mnas quando a gente ia para outro ambiente, eu ficava na minha. Tenho muita confiança em mim, e seu jeito confiante incomoda quem não é. Se treino bem, me dedico, sou bom filho, tenho bons amigos, tenho resultados, jogo num time grande, sou novo, graças a Deus, tenho dinheiro. Acho que esse meu lado confiante incomoda as pessoas, mas não é para diminuir ninguém. Não. Sou assim, não vou mudar. Sou fechado, tenho poucos amigos, gosto de conviver com ele, não sou um cara de ter muitos amigos, e acho que as pessoas mudam um pouco a forma como eu sou. Mas eu entendo e não me importo.

Tretas em jogos com o Santos

A parada do Santos teve o primeiro jogo, campeão da Libertadores. Fui embora do Santos e o Santos não tinha condições de ficar comigo. Não foi uma decisão minha, foi uma decisão da Inter de Milão. Só vai ficar se o time pagar isso. Começou a vir vários times de fora, e eu não queria ir. Aí veio o Flamengo , sempre foi meu sonho. Time bom, queria ser campeão, tinha medo de não ganhar nada. Juntou uma coisa a outra. Aí fui lá, campeão da Libertadores, menino da vila, tranquilo. Quando entrei no campo todo mundo começou a me xingar de uma forma, falei: o que é isso. mas não era o que eu esperava. Beleza, não iam aplaudir porque eu era outro time, mas começaram a me xingar. Tomamos de quatro naquele jogo. Todo mundo pensando no mundial. E depois abri o instagram e começaram a me zoar. E no instagram do Santos estava "hoje tem gol do Soteldo", "hoje tem gol do Maicon". E aí eu fui para as férias louco. Falei 'mentira que fizeram isso comigo' e guardei no coração. Teve jogo no Maracanã, aí fiz o gol de cobertura. Aí voltei na vila, o cara me xingou de novo. Na pandemia, não tinha ninguém. O cara me xingou, aí fiz três, Aí comemorei, apelei. Fui lá de novo, os caras me xingaram e fiz gol de novo. Carinho total pelo Santos. Se xingar, vou apelar. Não aguento. Mas nada mudou (amor pelo Santos).

Incômodo com assedio fora do futebol

- As pessoas falaram do meu peso. Tem nutricionista, os números, gps. Está tudo ali. Não tem como eu estar acima do peso e não me machucar. Só isso me incomoda, o resto é tranquilo. As pessoas que eu fico, quem eu namoro, o que eu faço na minha folga, isso eu não gosto.

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Fonte: Globo Esporte