O meio-campo Thiago Maia completou duas semanas sem ter uma definição sobre que procedimento seguir após lesão grave no joelho esquerdo. O trauma provocou uma ruptura dos ligamentos, mais precisamente do canto posterolateral, com indicação cirúrgica. Segundo especialistas, a demora para adotar o procedimento pode favorecer um processo fibrótico que atrapalharia a visualização da cirurgia e obrigaria a reconstruir os ligamentos, em vez de dar pontos nas suas estruturas. O que tornaria o retorno aos treinamentos mais lento.
Desde que teve exames realizados, Thiago Maia trata em três períodos, no Centro de Treinamento e em casa. Ele chegou a um acordo com o Flamengo para um tratamento conservador, sem cirurgia, mas em seguida o Lille, clube ao qual pertence, resolveu pelo procedimento.
Hoje, um médico enviado pelo clube da França vem ao Rio para confirmar o diagnóstico de cirurgia. A indefinição do chefe do setor rubro-negro, Márcio Tannure, tem gerado apreensão sobre a recuperação do atleta, que tem previsão de voltar só em 2021.
— Qualquer conduta médica a gente necessita da autorização do jogador, que já nos deu, mas também do time dele. É uma lesão complexa. O Lille, com toda razão, gostaria de avaliá-lo. E aí vamos confirmar o diagnóstico e definir os próximos passos. Logística para ir à França ou vir ao Brasil foi difícil — justificou o médico do Flamego, em coletiva na última sexta-feira sobre as lesões no clube.

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