Um dos destaques do finalista Al Hilal, Cuéllar acredita que sua equipe desbancou o Flamengo em cima de dois pilares: experiência no torneio e um nível de atuações acima da média. Em entrevista exclusiva ao ge , ele reconheceu a dificuldade, mas disse ser possível vencer o favorito Real Madrid neste sábado, no Estádio Prince Moulay Abdellah, em Rabat, às 16h (de Brasília).
- Estou me sentindo muito bem. Acho que o time tem se comportado da melhor forma neste Mundial. É o terceiro Mundial que estou no Al Hilal e as experiências dos dois passados ajudaram a gente a chegar à final. A performance, não só minha, mas do time todo, tem sido muito alta. A gente tem que continuar dessa forma para conquistar coisas. O Campeonato Saudita e agora o Mundial, por que não? Vamos tentar ganhar a final. Obviamente respeitando muito o Real Madrid e sabendo a grandeza deles.
Cuéllar em ação pelo Al Hilal — Foto: Marcio Machado/Getty Images
Apesar de estar realizado com a façanha do Al Hilal, Cuéllar, que defendeu o Flamengo de 2016 a 2019 e conquistou quatro títulos (Libertadores, Brasileiro e dois estaduais), admite ter sentido a dor do ex-companheiros pela precoce eliminação. Disse ainda que torce pela volta do Rubro-Negro ao Mundial e também pelo sonhado bicampeonato.
- Fiquei muito contente pela história de chegar com um time árabe à final do Mundial. Mas tenho respeito por esse grande clube, pela torcida e pelos amigos que continuam lá. Eu me senti um pouco abalado porque sei o quanto eles queriam chegar à final e ganhar o segundo Mundial para a história do Flamengo .
- Mas faz parte do futebol. Em 2019 eles chegaram à final, dessa vez fomos nós quem passamos. Agora é torcer para esse grande clube voltar porque merece muito ganhar o Mundial pelo que tem feito nos últimos anos.
Confira a entrevista na íntegra abaixo:
Cuéllar, você foi eleito o melhor contra o Wydad e fez uma grande partida com o Flamengo . O que está achando de sua participação no Mundial?
- Estou me sentindo muito bem. Acho que o time também tem se comportado da melhor forma neste Mundial. É o terceiro Mundial que estou aqui no Al Hilal e as experiências dos dois mundiais passados ajudaram a gente a chegar agora na final. A performance, não só minha, mas do time todo, tem sido muito alta.
- A gente tem que continuar dessa forma para conquistar coisas. O Campeonato Saudita e agora o Mundial, por que não? Vamos tentar ganhar a final contra o Real Madrid. Obviamente respeitando muito o Real Madrid e sabendo a grandeza deles.
Doeu um pouquinho por ter eliminado o Flamengo tendo uma história e identificação com clube?
- Fiquei muito contente pela história de chegar com um time árabe à final do Mundial. Mas tenho respeito por esse grande clube, pela torcida, pelos amigos que continuam lá. Eu me senti um pouco abalado porque sei o quanto eles queriam chegar à final e ganhar o segundo Mundial para a história do Flamengo .
- Mas faz parte do futebol. Em 2019 eles chegaram à final, dessa vez fomos nós quem passamos. Agora é torcer para esse grande clube voltar ao Mundial de Clubes porque merece muito ganhar o Mundial pelo que tem feito nos últimos anos.
Cuéllar marca Arrascaeta na semifinal do Mundial — Foto: Reuters
De que maneira acha que o Al Hilal deve jogar contra o Real Madrid?
- Estamos na final com mérito próprio. E volto a falar no respeito pelo Real Madrid, que já tem muitos títulos mundiais. A gente tem o direito de sonhar com o título. Por que não? Somos 11 e vamos enfrentar 11 atletas de altíssima qualidade no nível mundial.
- Temos que estudar muito bem o jogo para tentar achar espaço onde eles sofram e tentar aproveitar as oportunidades que a gente tenha. Acho que obviamente temos possibilidades de ganhar, mas temos que trabalhar o dobro do que trabalhamos contra o Flamengo e não cometer erros. Acho que é o mais importante nessa final.
Cuéllar com a camisa do Flamengo — Foto: Alexandre Vidal / Flamengo
Você tem vontade de voltar ao Brasil? Recebeu propostas?
- O Brasil abriu as portas do futebol para mim, me deu a oportunidade de ser reconhecido internacionalmente. Assim como eles me abriram a porta, eu vou estar sempre aberto às possibilidades do futebol brasileiro. Tenho recebido, sim, como passou meu representante, algumas sondagens do futebol brasileiro, de grandes times.
- Mas nesse momento estou defendendo o Al Hilal, estou muito contente, minha família está adaptada. O futebol é dinâmico demais e vamos ver se mais na frente a gente vai voltar para o Brasil. Por enquanto estou muito feliz aqui, e amanhã pode mudar. Como disse, o futebol é muito dinâmico.
Em caso de uma investida do Flamengo e de outros clubes brasileiros, você daria prioridade ao seu ex-time?
- Assim como o Brasil abriu as portas para mim, eu nunca vou fechar as portas para as possibilidades de voltar ao futebol brasileiro. Eu estou muito feliz, minha família muito adaptada à Arábia Saudita. O país me recebeu de grande forma.
- É um clube maravilhoso para trabalhar e conquistar títulos, que é o que a torcida do Hilal merece. Hoje estamos concentrados na grande final, e vamos tentar ganhar com muito respeito pelo rival. Depois para frente a gente vê o que acontece. Volto a repetir: o futebol é dinâmico demais, hoje estou muito feliz, espero continuar e cumprir meu contrato. Depois a gente vê o que vem pela frente.
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