Cuca deixou o Palmeiras em 2016 prometendo viajar. Iria à Itália, se reciclaria, veria técnicas de treinamento e de montagem de equipes que pudessem enriquecer seu repertório. Voltou ao clube meses depois e nunca mais falou a respeito.
Em campo não apresentou ideias diferentes das que levaram ao título brasileiro. Era um time competitivo, mas de futebol pobre, campeão em meio à mediocridade que costuma imperar em nossos times e que era acentuada ano passado.
Apenas 55% de aproveitamento em 33 jogos, nenhum título, duas eliminações (Copa do Brasil e Libertadores), distância imensa do líder da Série A. Em momento algum o Palmeiras desafiou o Corinthians no atual campeonato brasileiro.
Cuca já foi um técnico ousado, que arriscava e encontrava soluções criativas. Hoje tem repertório curto e não mais consegue achar saídas com o que tem, pelo contrário, fala em formação de elenco como se apenas assim pudesse dar certo.
Nesse mercado no qual a dança das cadeiras dos treinadores não para, se encaixará cedo ou tarde. Mas seria ótimo se antes disso ele fizesse a tal viagem à Itália, quem sabe com algumas escalas e bons livros sobre futebol na bagagem?!
O futebol brasileiro precisa urgentemente de técnicos que consigam fazer a caminhada percorrida por Tite. Não é fácil, é preciso vontade, inteligência, humildade e fé. Pouco importa se ao entrar no avião estará vestindo calça vinho.
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