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Conselho do Flamengo arquiva pedido de afastamento de Marcos Motta

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O Conselho Diretor do Flamengo, presidido por Luiz Eduardo Baptista, arquivou o pedido de afastamento do vice-presidente de Patrimônio, Marcos Motta, em decisão tomada em 1º de setembro de 2026, informação publicada pelo Jornal O Globo. A solicitação foi apresentada após representações de grupos de oposição que alegaram conflito de interesses relacionado à atuação profissional de Motta no mercado do futebol.

O caso se insere em um momento de tensão política interna. Flafut e NossoFLA, além de PróFla, Sempre Flamengo, Sinergia, Vanguarda e Vencer, levaram ao Conselho uma representação questionando a compatibilidade entre o cargo ocupado por Marcos Motta e as atividades exercidas por ele como advogado.

Atuação profissional citada

Na representação, Marcos Motta é descrito como sócio-fundador do escritório Bichara e Motta Advogados. O documento aponta que ele atua em transferências de jogadores e em consultoria para clubes, citando como exemplos a transformação do Amazonas em SAF e a transferência do volante Zé Lucas do Sport para o Cruzeiro.

Precedente de Rodolfo Landim

A argumentação também recorreu ao precedente envolvendo Rodolfo Landim, ex-presidente do Flamengo. A comparação foi utilizada pelos grupos para sustentar que haveria base para aplicar a mesma lógica em relação a Marcos Motta.

A percepção de aplicação desigual das regras aparece em uma frase atribuída à representação dos grupos de oposição: "Não há como exigir do ex-presidente Rodolfo Landim e ignorar o Marcos Motta. São dois pesos e duas medidas".

Com o arquivamento do pedido, o Conselho Diretor encerrou a solicitação apresentada contra o vice-presidente de Patrimônio.

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