Cabeça a cabeça com Sampaoli e abraço do banco: esforço de Arrascaeta é reconhecido no Flamengo

Cérebro do time de Jorge Sampaoli, Arrascaeta abriu o caminho da vitória rubro-negra com a cabeça e a colou na de Sampaoli para celebrar um gol tão festejado no Maracanã. De volta após três jogos e recuperado de problema na coxa direita, o uruguaio fez o primeiro nos 2 a 0 sobre o Fluminense, teve participação importante na marcação alta do Flamengo e a reafirmou a obviedade do quanto é indispensável ao clube. Um aniversário inesquecível para o camisa 14, agora aos 29 anos.

A comemoração cabeça a cabeça com Sampaoli (veja acima) , após um puxão pelo pescoço com muita vibração, não foi a única imagem do gol. Saiu em disparada para a torcida com os tradicionais socos que vêm de cima para baixo e ainda deu um chute na placa de publicidade. Extravasava a frustração de ficar fora dos duelos com Corinthians, Ñublense e Cruzeiro, jogos para os quais estava cotado.

E o desabafo recebeu amparo no banco de reservas. Todos os suplentes o chamaram efusivamente para comemorar e o fizeram sumir com um abraço coletivo. O tratamento intensivo para disputar uma partida de suma importância ganhava reconhecimento na arquibancada, no banco e em campo (leia mais sobre a recuperação no fim da matéria) . Arrasca, mesmo em recuperação, segue indispensável e insubstituível no Flamengo .

Arrascaeta abre o placar para o Flamengo contra o Fluminense — Foto: Paula Reis/Flamengo
1 de 1 Arrascaeta abre o placar para o Flamengo contra o Fluminense — Foto: Paula Reis/Flamengo

Arrascaeta abre o placar para o Flamengo contra o Fluminense — Foto: Paula Reis/Flamengo

Foco no meio para próxima janela reforça cuidado com ídolo

A representatividade e a qualidade do meia faz com que a régua seja ainda mais alta para os substitutos. Não à toa, há algumas janelas, o Rubro-Negro busca - sem sucesso - um reserva para o uruguaio. A intenção é unir o retorno esportivo e diminuir a sobrecarga - principalmente física - em cima de Arrascaeta.

Prova de que a reposição imediata para Arrasca é uma obsessão é o foco no meio-campo para a próxima janela, e o versátil De La Cruz, compatriota do 14 do Flamengo , pode ajudar a reduzir esse peso sobre os ombros do craque.

As convocações para a seleção do Uruguai também aparecem na lista de motivos nessa ingrata missão de encontrar um reserva à altura. As ausências recentes reforçam a dependência em Arrascaeta para ditar o meio-campo rubro-negro. O camisa 14 é visto como a principal peça criativa do elenco.

Os recentes substitutos

Escalado para enfrentar o Corinthians, o uruguaio sentiu um incômodo na coxa ainda no aquecimento e acabou cortado do jogo. Na ocasião, Victor Hugo foi o substituto. Apesar da boa atuação, as características são bem diferentes do camisa 14. O jovem fez todas as funções ofensivas na base, sobretudo a de armador, mas tem sido mais acionado como um tradicional camisa 8.

Na sequência, o Flamengo foi para o Chile enfrentar o Ñublense pela Libertadores, e Arrascaeta viajou com a delegação mesmo tendo uma remota chance de atuar. O jogador não passou no teste físico no dia da partida e foi cortado da relação. Vidal foi o escolhido por Sampaoli, mas teve uma das suas piores atuações com a camisa rubro-negra no empate por 1 a 1.

O terceiro jogo como desfalque foi no empate contra o Cruzeiro - em que Arrascaeta também foi cortado após o teste físico na manhã da partida, em função de uma decisão cautelosa com foco no duelo contra o Fluminense. Desta vez, Sampaoli optou por Matheus França entre os titulares. O jovem não se destacou em outra má atuação do Flamengo no Maracanã.

Recuperação em função do Fla-Flu e uso de bota

Apesar dos testes para ir a campo antes dos jogos, o planejamento do retorno de Arrascaeta era tê-lo em campo nas melhores condições no clássico com o Fluminense. Foram 11 dias intensos de recuperação, tanto nas dependências do Ninho do Urubu quanto em casa.

Enquanto fazia a recuperação com fisioterapia e academia, o jogador foi introduzido aos poucos no campo. No Chile, Arrascaeta chegou a participar de uma parte da atividade com o elenco e, desde então, seguiu esta programação até ser relacionado para o Fla-Flu.

Neste meio tempo, o meia seguia a recuperação em casa, utilizando uma bota de compressão pneumática.

O grande esforço foi recompensado com um golaço e uma atuação bastante participativa sobretudo na marcação alta, dentro da área do goleiro Fábio. Mesmo ainda distante das condições ideais, o uruguaio conseguiu incomodar bastante e terminar mais um clássico como protagonista.

Assista: tudo sobre o Flamengo no ge, na Globo e no sportv

Fonte: Globo Esporte