Bruno Pivetti analisa sua passagem no Flamengo e os desafios no Carioca 2026

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Bruno Pivetti, ex-treinador do sub-20 do Flamengo, analisou sua passagem pelo clube e apontou como o Campeonato Carioca de 2026 expôs os desafios de formar atletas jovens em um ambiente de pressão e mudanças constantes. Ele também defendeu a importância de olhar para o lado humano dos jogadores, citando Lorran como exemplo de promessa que precisa de suporte emocional.

A entrevista foi publicada pelo ge.globo e reúne detalhes sobre a negociação para assumir o cargo no sub-20, a conquista do título intercontinental sub-20 sobre o Barcelona e os obstáculos enfrentados no período em que comandou a categoria.

Passagem pelo Flamengo e título intercontinental

Pivetti comandou o sub-20 do Flamengo por cerca de 10 meses. Nesse período, conquistou o título intercontinental sub-20 sobre o Barcelona, resultado que marcou sua passagem pelo clube.

A trajetória, porém, foi marcada por desafios de adaptação. No Campeonato Carioca de 2026, a equipe precisou ajustar o trabalho sem a presença de jogadores do elenco profissional, o que influenciou o desempenho da categoria.

Campeonato Carioca de 2026: 1 ponto em três jogos

No Carioca de 2026, o Flamengo teve apenas 1 ponto em três partidas. Pivetti relacionou esse cenário à necessidade de adaptar o time em um contexto no qual a equipe sub-20 não contou com atletas do elenco principal.

Com isso, o treinador descreveu o período como um momento em que a base precisou responder às exigências do futebol profissional com estrutura de trabalho diferente, em meio a um início difícil na competição.

Formação com olhar humano e desigualdade

Um tema recorrente na entrevista foi a formação com foco também no aspecto humano. Pivetti destacou que entender o lado humano dos jogadores é parte do processo, especialmente para atletas jovens vindos de realidades sociais mais desafiadoras.

Sobre Lorran, ele foi direto ao associar a trajetória do atleta ao contexto social. Pivetti afirmou:

“É mais uma vítima da desigualdade social que nós temos nesse país, mais um indivíduo que teve muito pouco no seu processo de formação.”

Em seguida, completou:

“Se for tratado com o devido carinho, tem muito a contribuir não só com o Flamengo, mas com o futebol brasileiro.”

Lorran e o exemplo de desenvolvimento

Lorran aparece como referência para explicar a necessidade de paciência e de acompanhamento emocional ao longo do desenvolvimento. A leitura de Pivetti é que o talento precisa de suporte adequado para conseguir evoluir dentro do ambiente do futebol.

A entrevista também citou Matheus Gonçalves, outro nome do período na base. O jogador foi vendido ao Al-Ahli por 8 milhões de euros.

Alfredo Almeida e o encaminhamento do trabalho

A entrevista ainda aponta Alfredo Almeida, diretor da base do Flamengo, como figura importante no processo de contratação de Pivetti para o comando do sub-20. Com isso, a passagem do treinador é apresentada como resultado de um trabalho que precisou conciliar planejamento de categoria e ajustes diante do cenário do Carioca de 2026.

Ao final, Pivetti reforçou a ideia de que a formação de jovens exige estrutura, tempo e atenção ao contexto em que cada atleta chega ao futebol, com suporte emocional como parte desse processo.

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