O presidente do Flamengo, Bap, disse que o projeto do novo estádio no terreno do Gasômetro “não está abandonado”, mas enfrenta dificuldades financeiras e burocráticas que impedem o avanço imediato. Em entrevista ao Barbacast, ele também destacou a satisfação do clube em jogar no Maracanã e mencionou a possibilidade de retomar o plano no futuro.
Impedimentos além do orçamento
Bap relacionou o andamento do projeto a obstáculos que não dependem apenas de investimento. Ele citou problemas envolvendo a Naturgy e a descontaminação do terreno como fatores que dificultam o início das obras.
“Então, assim, ainda que eu tivesse os R$ 3 bilhões para fazer o estádio hoje, eu não poderia fazer, porque haveria esse impedimento concreto e real.”
afirmou o presidente, ao explicar por que o clube não consegue colocar o plano em prática no momento.
Custos e prazo revistos
O custo do projeto foi estimado em R$ 2,66 bilhões, e a diretoria rubro-negra trabalha com a ideia de reduzir esse valor para R$ 2,2 bilhões. No cronograma, a gestão anterior havia prometido a inauguração do estádio até 2029.
A administração atual, porém, já está em acordo com a Prefeitura para recalcular o prazo de inauguração para 2036, com possibilidade de extensão.
Maracanã e sonho mantido
Mesmo com as dificuldades, Bap afirmou que o Flamengo mantém o objetivo de levar o projeto adiante em algum momento. Ele também ressaltou a experiência do clube como mandante em diferentes estádios.
“O Flamengo joga em casa em todos os estádios que ele vai.”
disse o presidente.
Na sequência, Bap deixou em aberto a retomada do plano quando o cenário permitir.
“É possível que em algum momento no tempo a gente tenha mais condições de levar esse sonho adiante.”