A frase dita por Bruno Henrique em 2019 de que 'o Flamengo está em outro patamar' reforça o status que o clube vive atualmente com títulos e equilibrado financeiramente. No entanto, em um passado pouco distante, isso era bem diferente.

O processo de reestruturação do clube começou em 2013, com Eduardo Bandeira de Mello à frente do Flamengo como presidente. De lá para cá, redução das dívidas, salários em dias e contratações badaladas que colocaram o Rubro-Negro no caminho dos títulos. Mas o 1º dia da nova fase foi doloroso e deixou o então presidente da época envergonhado.

Em entrevista à Jovem Pan , Bandeira não escondeu o sentimento de vergonha que teve ao ter que falar com os atletas devendo quatro meses de salário. Foi ali que ele fez uma promessa aos jogadores: o clube iria viver outra realidade.

"Poucos dias depois que assumi, fui lá no CT pela primeira vez... fui para encontrar os atletas, saí da arquibancada direto para a presidência, então os jogadores que estavam lá eram os meus ídolos, gritava o nome deles, Felipe, Léo Moura. Fui me apresentar, só que os meus ídolos que estavam lá, a gente estava devendo três, quatro meses de salário. Falei 'estou morrendo de vergonha, estou assumindo e vindo aqui falar, mas estamos devendo quatro meses de salário. Isso é uma vergonha'", disse Bandeira, para completar.

"Trabalhei mais de 30 anos no BNDES e nunca atrasou meu salário nem 10 minutos. Isso não vai acontecer mais. Toda vez que o Flamengo pagava salário era notícia. Não é notícia, é obrigação. Eu falei que isso deixaria de ser notícia, o Flamengo vai pagar certinho. E isso aconteceu. No primeiro ano do mandato a gente estava em dia. Pagamos tudo. Foi um sufoco", finalizou.

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