Arrascaeta revela desafios no Flamengo e compara com seleção uruguaia

Arrascaeta, jogador do Flamengo, compartilhou suas experiências e desafios em atuar em um dos clubes com a maior torcida do Brasil. Em entrevista ao podcast “10 e faixa”, do ex-companheiro Diego Ribas, o meia uruguaio falou sobre a pressão que enfrenta e a importância do apoio profissional para lidar com essa realidade.

“Foi difícil (no começo da trajetória), porque você acha que vai chegar, vestir a camisa e já vai jogar. Mas a realidade não é bem assim. É preciso uma adaptação, precisava ser mais profissional”, declarou Arrascaeta, que se juntou ao Flamengo em 2019. Desde então, ele se consolidou como um dos maiores ídolos do clube, conquistando 19 títulos, incluindo três Copas Libertadores e três Brasileirões.

Pressão e Ajuda Profissional

O jogador reconheceu que a cobrança no Flamengo é significativamente diferente de outros clubes.

“Aqui, você perde dois ou três jogos e já começa a loucura”, explicou. Para lidar com essa pressão, Arrascaeta revelou ter passado por anos de terapia, o que o ajudou a se adaptar melhor ao ambiente competitivo do clube.
“Eu sou um cara que às vezes flutua, fico no meu mundo e às vezes não tenho noção das coisas. Hoje, sou bem diferente, pois passei por anos de terapia e me ajudou muito”, complementou.

Comparativo com a Seleção Uruguaia

Em sua análise sobre a carreira internacional, Arrascaeta afirmou que acredita que se encaixaria melhor na seleção brasileira do que na uruguaia, especialmente após a lesão de Neymar.

“Pelo meu estilo de jogo, eu me encaixo mais na seleção brasileira do que na seleção do Uruguai”, afirmou. Esta afirmação surge em meio a um contexto em que a posição de “camisa 10” se tornou um problema para a Seleção Brasileira, devido à falta de um jogador consolidado na função após a lesão do astro.

Próximo Compromisso

O Flamengo, que ainda não venceu no Campeonato Brasileiro de 2026, se prepara para enfrentar o Vitória no Barradão, em Salvador, nesta terça-feira (10), às 21h30 (de Brasília). A equipe, sob o comando de Filipe Luís, soma apenas um ponto em duas rodadas. A partida é crucial para que o clube busque a recuperação na competição.

Essas declarações de Arrascaeta não apenas refletem sua trajetória pessoal, mas também ressaltam os desafios enfrentados por atletas em clubes de grande pressão, como o Flamengo.