Análise do VAR destaca divergências na expulsão de Evertton Araújo

A CBF divulgou na manhã desta segunda-feira a análise do VAR sobre a expulsão de Evertton Araújo durante a partida entre Corinthians e Flamengo, que terminou empatada em 1 a 1, no último domingo, na Neo Química Arena. O diálogo entre o árbitro de campo, Rodrigo Pereira de Lima, e o árbitro de vídeo, Wagner Reway, evidenciou divergências na interpretação do lance.

No momento da expulsão, Evertton Araújo foi punido após uma entrada em Breno Bidon. Durante a conversa entre os árbitros, Reway argumentou que houve um contato leve: “Pegou o pé de raspão, não foi? Calcanhar de raspão...”, e sugeriu uma revisão para cartão amarelo. No entanto, Rodrigo manteve a decisão da expulsão, alegando que o jogador do Flamengo “trava a chuteira na parte por cima do tornozelo”.

A troca de argumentos entre os árbitros destacou a complexidade do lance. Enquanto Reway enfatizava que o contato não justificaria um cartão vermelho, Rodrigo insistiu que "é para cartão vermelho. Não é só embaixo, pega em cima e embaixo. Mantenho o vermelho”. Essa diferença de opiniões gerou discussões em torno da eficácia do VAR e suas implicações nas decisões de arbitragem.

Opinião dos comentaristas

O comentarista de arbitragem PC Oliveira, em sua análise, considerou que a decisão de expulsão foi exagerada. “Eu, com base na imagem, iria com o cartão amarelo. Ele foi na bola. Nem sempre quando ele toca primeiro na bola, está liberado para rasgar, mas esse lance é diferente. Trava a bola, o Bidon valoriza bastante. Isso é por conta do VAR intervencionista”, disse Oliveira em uma análise do lance.

Vale ressaltar que a CBF não se pronunciou sobre outros lances polêmicos ocorridos durante a partida, como o pênalti não marcado de Ayrton Lucas em André e uma agressão de Gabriel Paulista em Jorginho. Essas situações também geraram reclamações de ambos os clubes, mas não foram abordadas na análise oficial do VAR.

A discussão em torno da arbitragem e do uso do VAR continua a ser um tema polêmico no futebol brasileiro, levantando questionamentos sobre a consistência das decisões tomadas em campo e a capacidade do sistema de vídeo em auxiliar os árbitros de maneira eficaz.