Os 51 torcedores do Flamengo que haviam sido detidos na madrugada de quarta, no Rio de Janeiro, foram liberados pela manhã. Quatro torcedores menores de idade tiveram de aguardar para deixar o DP de Copacabana, pois estavam sem os pais ou responsáveis.
A detenção ocorreu no acesso ao hotel Hilton, em Copacabana, na noite de terça para quarta, após confusão na entrada do prédio. Munidos com pedras e rojões, os torcedores rubro-negros tumultuaram o local de madrugada acreditando que o elenco do Independiente estaria hospedado em Copa.
Mas o time argentino estava hospedado na Barra da Tijuca, onde também ocorreu baderna promovida por torcedores do Flamengo.
Nesta quarta-feira, Flamengo e Independiente se enfrentam no Maracanã, na final da Copa Sul-Americana.
A algazarra protagonizada por um grupo de torcedores do Flamengo poderá render problemas ao time. A Conmebol abrirá um processo na Comissão Disciplinar para julgar o Flamengo pelos acontecimentos violentos de ontem da sua torcida. O Código Disciplinar da Conmebol permite punições para incidentes ocorridos fora do estádio.
Após abrir o processo, a Comissão Disciplinar envia o mesmo a um tribunal independente da Conmebol. O mesmo tem até 10 dias para julgar o caso.
Com o intuito de atrapalhar o sono do elenco argentino, torcedores do Flamengo promoveram foguetório na entrada do hotel em Copacabana. Os torcedores atiraram morteiros e houve tentativa de invasão ao hotel.
A confusão começou no hotel da Barra da Tijuca. No momento do tumulto, as diretorias dos dois clubes estavam jantando juntas e com presença da Conmebol, que já neste momento informou que abriria um procedimento contra o clube da Gávea.
Um boato de que a delegação do Independiente teria mudado de hotel fez com que os rubro-negros se deslocassem para Copacabana. Torcedores do Independiente relatam ter sido agredidos por flamenguistas. A polícia fez a detenção dos torcedores do time carioca em Copacabana.
O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, reprovou a atitude dos torcedores do Flamengo.
"É claro que a posição é de repudiar este tipo de ação. É totalmente contraproducente para o Flamengo. O Flamengo pretende estar todos os anos na Libertadores. Ano que vem estaremos. Possivelmente vamos ter que jogar em Buenos Aires, contra times argentinos e vamos estar em outros países e gostaríamos que nossa torcida e times fossem bem tratados", disse o dirigente ao "SporTV".