TJD-RJ abre inquérito para apurar denúncia de gritos homófobicos da torcida do Flamengo no Fla-Flu

O Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) determinou abertura de inquérito para apuração dos fatos referentes aos vídeos com cantos homofóbicos que circularam na internet após o Fla-Flu vencido pelo Fluminense por 1 a 0, no dia 6 de fevereiro, no estádio Nilton Santos, pelo Campeonato Carioca.

A presidente do tribunal, Renata Mansur, aceitou a notícia de infração encaminhada por um jornalista e por um advogado, por meio de e-mail, contendo reportagens com vídeos em que a torcida do Flamengo supostamente promove cânticos homofóbicos nas arquibancadas do estádio. A denúncia também trata da presença de um torcedor armado no estádio.

"Considerando os fatos notícia dos através do e-mail encaminhando ao Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Estado do Río de Janeiro, que seguem em anexo, sobre “cantos homofóbicos” praticados pela torcida do Flamengo , em tese, ocorridos em jogo “ Flamengo x Fluminense ”, do Campeonato Carioca, determino, na forma do art. 81 CBJD, a instauração de inquérito".

Confira o vídeo enviado ao tribunal:

De acordo com o artigo 81 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, "o inquérito tem por fim apurar a existência de infração disciplinar e determinar a sua autoria, para subsequente instauração da ação cabível, podendo ser determinado de ofício pelo Presidente do Tribunal competente (STJD ou TJD), ou a requerimento da Procuradoria ou da parte interessada".

Jogo entre Fluminense e Flamengo pelo Carioca — Foto: André Durão
1 de 1 Jogo entre Fluminense e Flamengo pelo Carioca — Foto: André Durão

Jogo entre Fluminense e Flamengo pelo Carioca — Foto: André Durão

Em entrevista recente ao ge , a presidenta do TJD-RJ, Renata Mansur, explicou que o processo visa "identificar as palavras proferidas e quem falou":

- Precisamos investigar, ouvir pessoas, como se fosse um inquérito na delegacia. O relator é nomeado por sorteio para ser o processante. Ele vai conduzir. Determina quem vai ao tribunal, colhe depoimentos.

Denúncia de racismo contra Gabigol

O procurador André Valentim já enquadrou o Tricolor no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que fala em "praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência", e deve homologar o documento nesta sexta. O julgamento ainda será marcado.

Fonte: Globo Esporte