A contratação e a efetivação de Diego Alves como titular do Flamengo tiraram um peso dos ombros de Alex Muralha, visto com desconfiança pelo torcedor rubro-negro após uma sequência de más atuações. Agora, com a grave lesão do dono da posição, Muralha terá nova oportunidade, dois meses depois da última partida como titular, a final da Copa do Brasil diante do Cruzeiro.
A rotina de Muralha se baseava em treinar para ser negociado em 2018. Agora, o clube terá que recorrer de novo a um goleiro desacreditado e sem ritmo. Contra o Junior de Barranquilla, o atleta se mostrou inseguro. No gol colombiano, o cruzamento não foi interceptado.
Apesar da desconfiança da torcida, o cenário ainda é de apoio interno ao goleiro. O técnico Reinaldo Rueda chegou a apelar para a fé para que Muralha ganhe confiança.
— Temos que apoiar todos. Alex está trabalhando bem, correspondeu. Deus premia os homens bons, e agora tem nova oportunidade — disse Rueda, que cobrou apoio dos torcedores nos jogos da Sul-Americana e do Brasileiro. Amanhã, Muralha enfrenta o Santos na Ilha do Urubu.
— Eles têm que seguir torcendo pelo Flamengo até a morte. É importante que haja apoio a todos os jogadores. Temos que dar uma segunda oportunidade a todos na vida. Vamos celebrar com Alex uma boa conquista — incentivou o treinador.
O drama com os goleiros mobilizou o clube após a lesão de Diego Alves. Com Thiago ainda em transição da parte física para o campo, César não poderia ser reinscrito na Sul-Americana, mas a diretoria conseguiu a liberação depois de consultar a Conmebol e apresentar as informações sobre a fratura de Diego Alves.
Com isso, César será o reserva de Muralha nos próximos jogos. As outras opções eram os jovens do sub-20, Gabriel Baptista e Lyon. César não jogou ainda este ano. Dos cinco goleiros no time profissional, porém, é o mais experiente, com 25 anos.
Cirurgia de Diego Alves
Diego Alves teve cirurgia confirmada para hoje para corrigir a fratura na clavícula direita, ocorrida na partida contra o Junior de Barranquilla. O tempo de recuperação é de até oito semanas, de acordo com o médico do clube, Márcio Tannure. O retorno vai acontecer só em 2018.
— A gente optou pela cirurgia, até para evitar qualquer possível consequência negativa. A fratura tem um traço simples. Vamos fazer para não ter problema de movimento, sequelas da fratura — disse Tannure.
Algumas etapas serão cumpridas por Diego até seu retorno às atividades com bola. Além da cirurgia, sessões de fisioterapia serão necessárias para uma recuperação plena.
— Ele deve ficar com o braço imobilizado. Em 15 dias, poderá trabalhar leve na bicicleta e na piscina, com o ombro imobilizado — concluiu o médico.