Foi apoteótica a festa no gramado do Monumental de Lima. No meio de tantos sorrisos, lágrimas e abraços, um jogador se destacava pela felicidade. Diego não sabia direito o que fazer. Pulou, correu para a torcida, chorou e se emocionou. Mais do que o troféu, o título da Libertadores coroou a consagração de um projeto que teve o camisa 10 na linha de frente.
Diego foi o símbolo desse novo Flamengo. Nos bons e maus momentos. Sua contratação em 2016 foi um marco na mudança de patamar do clube. Simbolizou uma nova postura no mercado e em campo. Faltava um grande título para consolidar. Faltava...
- O Flamengo estava vivendo um processo para alcançar justamente onde estamos agora. E esse processo é muito complicado, é árduo. Tem que ter muita força, muita resiliência até o grande objetivo. Não digo final, porque o Flamengo entra, a partir de agora, em outro patamar. E jogadores e clube têm que entender isso e se comportar dessa maneira. É um clube que sempre estar sempre brigando por grandes títulos - comemorou Diego.
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— November 24, 2019
Redenção em Lima
Diego ressurgiu quando poucos ainda esperavam algo do camisa 10 em 2019, devido à grave fratura no tornozelo, que o tirou de combate por três meses. Mas voltou a tempo de erguer a taça da Libertadores. Mais do que isso, retornou para ser importante na decisão em Lima.
Contra o River Plate, entrou aos 20 minutos do segundo tempo no lugar de Gerson, deu uma nova cara ao time e colocou o, até então, apático Flamengo no jogo. O meia teve participação direta nos dois gols. Fez o primeiro bloqueio em Lucas Pratto, no lance que originou o contra-ataque no primeiro gol. No segundo, lançou Gabigol no gol que entrou para a história do Flamengo.
Diego é um dos mais felizes. Comemorou demais e teve o nome gritado pela torcida #trlima pic.twitter.com/DgnX4SvJU1
— November 23, 2019
É pra vocês e somente pra vocês! #VencemosJuntos pic.twitter.com/sJq6cYntMV
— November 23, 2019
Em Lima, Diego foi tudo o que foi criticado por não ser nos últimos anos. Até por ser o símbolo desse novo Flamengo, com investimento pesado no futebol, carregou nas costas o fardo do fracasso recente do time em momentos decisivos. Perdeu pênalti na final da Copa do Brasil em 2017, jogou mal na decisão da Sul-Americana contra o Independiente... Foi o símbolo do “cheirinho”, brincadeira da torcida do Flamengo que acabou virando combustível para provocações de torcedores rivais.
Com olhos cheio d’água, Diego visualiza foto da fratura e do troféu: “Emociona. Foi um momento que sonhei (erguendo a taça). Foi o que me fez forte, me manteve firme” #gefla pic.twitter.com/HUoujQSCgJ
— November 24, 2019
- Como falei já há muitos anos. Existem muitos cheirinhos, nunca neguei. Agora é cheirinho de Libertadores, caneco na mão. Que venham mais. Fazer parte de tudo isso é um grande orgulho. Continuamos agora cada hora com um aroma. Aroma de Libertadores. Espero que tenha aroma do Brasileirão em breve. Isso é Flamengo. Vestir o manto sagrado é um privilégio.
Em Lima, Diego exorcizou o “cheirinho”, liderou o Flamengo e entrou de vez na história do clube. Ao lado de Everton Ribeiro e Diego Alves, ergueu a taça da Libertadores e entrou para a historia do clube. Merecidamente.