Apesar de suas trajetórias interligadas pelo Atlético de Madrid, o atacante Samuel Lino e o técnico Filipe Luís não encontram semelhanças entre o estilo de trabalho de Diego Simeone e o do atual comandante do Flamengo. Samuel Lino, que teve a oportunidade de conviver com ambos em momentos distintos de sua carreira, destacou que a única característica que se assemelha entre os dois é a intensidade.
— “Não, nenhuma (semelhança). Se for falar, acho que você vê que o Filipe (Luís) tem uma parte mais de garra, parece que ele trouxe do Simeone por passar tanto tempo, mas de resto, nenhuma. Forma de trabalhar, nem estilo de jogo, nenhuma” — afirmou o atacante, evidenciando a diferença marcante entre as filosofias de trabalho.
Filipe Luís, ex-lateral que atuou sob a orientação de Simeone por oito temporadas, foi uma peça fundamental no auge do Atlético de Madrid. Desde 2010, o treinador argentino se destacou pela consistência defensiva e pela competitividade extrema de suas equipes, características que moldaram a identidade do clube colchonero. Em contraste, Samuel Lino, que passou três temporadas no Atlético, frequentemente se viu em uma posição mais defensiva, atuando como ala ou meia pela esquerda. Essa função limitou sua liberdade ofensiva, fazendo com que priorizasse responsabilidades defensivas em detrimento de gols e assistências.
Após uma longa e vitoriosa carreira na Europa, Filipe Luís retornou ao Brasil em 2019, onde se tornou parte de um dos períodos mais gloriosos da história do Flamengo. Por outro lado, Samuel Lino foi a principal contratação do clube rubro-negro em 2025, com um investimento de 22 milhões de euros (aproximadamente R$ 143 milhões), tornando-se a aquisição mais cara da história do Flamengo.
Essa diferença de estilos e experiências entre os dois jogadores reflete não apenas suas trajetórias individuais, mas também a evolução do futebol brasileiro e europeu, onde cada treinador e jogador traz consigo uma bagagem única que molda suas abordagens em campo.